O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, voltou a defender o retorno das escolas, numa transmissão pela internet. O governo do estado, por enquanto, mantém a posição de cautela. As aulas no estado estão suspensas pelo menos até quinta-feira (20).
O estado publicou um decreto determinando que cabe às prefeituras a decisão sobre a educação infantil, mas uma liminar da Justiça impede a Prefeitura do Rio de autorizar qualquer atividade presencial nas escolas particulares. Em caso de descumprimento, o município pode ter que pagar uma multa diária de R$ 10 mil.
“Por acaso nós tivemos um surto nos trabalhadores de farmácia ou nos trabalhadores de pet-shop ou nos trabalhadores de supermercados? Morreram em massa? Não! Então por que iriam morrer as nossas merendeiras, os professores?”, pontuou Crivella.
“Infelizmente os sindicatos para fazerem política… O sindicato não pensa na criança, está pensando em quanto vai ter como professor para se manter no poder. Eu e você temos que pensar nas crianças, as crianças que são a razão”, continuou.Os sindicatos dos professores são contrários à retomada das aulas presenciais. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe/RJ) disse que a prefeitura ainda não apresentou uma estrutura adequada para que professores e alunos voltem às aulas.
“Se os governantes estivessem preocupados de verdade com as crianças, estariam atentos a isso, estariam tranquilizando a comunidade escolar, alunos e responsáveis, dizendo que o ensino e a aprendizagem serão replanejados e que a vida é a prioridade”, emendou.
Protesto na Alerj
Na segunda-feira (17), representantes das escolas particulares do ensino fundamental fizeram um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pedindo o retorno das aulas presenciais.
No lado de dentro, representantes da Alerj e do governo do estado buscavam um consenso. Uma das propostas é a liberação de R$ 150 milhões para as unidades particulares. Esse valor beneficiaria três mil estabelecimentos, pagando cerca de R$ 50 mil a cada um deles.
“Seria uma ajuda para as escolas, que continuam tendo despesas permanentes, independentemente do número de alunos que estão deixando de pagar as mensalidades. É uma ajuda para que essas escolas possam atravessar esse momento, exatamente para que elas tenham as condições mínimas necessárias para, quando da reabertura, elas possam retomar as aulas com a estrutura mínima”, explicou o secretário da casa Civil, André Moura.
A Prefeitura do Rio enviou uma nota afirmando que “Deixa claro que as escolas estão fechadas desde o início da pandemia e que, desde a semana passada, essas unidades começaram a receber seus gestores para a limpeza e manutenção dos espaços – portanto, não há alunos. A lista de material recebido é para limpeza da unidade e também utilização pessoal dos gestores que estão coordenando as ações de limpeza e manutenção das unidades”.
No próximo dia 31, representantes de sindicatos e também das escolas voltam à Alerj para tentarem uma nova solução.
Fonte: G1
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