- Política

Decisão da Corte Interamericana mostra que morte de Herzog tem de ser investigada, diz filho do jornalista

O engenheiro Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, acredita que a confirmação de que os crimes cometidos não se enquadram na Lei da Anistia foi o ponto mais importante da sentença que considerou o Estado brasileiro responsável pela não investigação do assassinato de seu pai durante ditadura militar (1964-1985).

“A parte mais importante é essa questão de que esses crimes têm que ser investigados, os que cometeram esses crimes têm que ser levados a júri. Tem que ser investigados por serem crimes contra a humanidade”, afirmou Ivo Herzog ao blog.

Vladimir Herzog foi assassinado em 1975 após ter sido interrogado sobre o vínculo dele com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) durante a ditadura.

“As violações se deram como consequência da falta de investigação, julgamento e punição dos responsáveis pela tortura e assassinato de Vladimir Herzog, cometidos em um contexto sistemático e generalizado de ataques à população civil”, afirma a Corte Interamericana.

Morte de Vladimir Herzog
Vladimir Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura quando foi convocado pelo Exército para prestar depoimento sobre as ligações com o PCB, partido contrário ao regime militar e que nunca defendeu a luta armada.

Em outubro de 1975, o jornalista compareceu ao prédio do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e nunca mais foi visto com vida.

A versão dada pelo Exército à época foi a de que o jornalista teria se enforcado com um cinto, o que logo provou-se ser uma mentira. Vladimir Herzog foi torturado e assassinado por militares.

Fonte: G1


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