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Depoimento de diretor da Prevent Senior será na próxima semana, diz presidente da CPI

O depoimento do diretor-executivo do plano de saúde Prevent Senior, Pedro Batista Júnior, deve ficar para a próxima quarta-feira (22), de acordo com o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM).

A oitiva estava marcada para esta quinta (16), mas Batista não compareceu.

“Na quarta-feira, poderemos ouvir a Prevent Senior, mas seria importante também – e aí respeitando os profissionais de saúde, nessa área, pra não expô-los – que a gente tivesse pelo menos um que pudesse aqui testemunhar publicamente para a nação brasileira o que ocorreu de verdade”, afirmou Aziz.

A CPI investiga se o plano de saúde ocultou mortes de pacientes que participaram de um estudo, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a Covid-19.

A comissão recebeu um dossiê com uma série de denúncias de irregularidades, elaborado por médicos e ex-médicos da Prevent. Por isso, Aziz sugere que um desses profissionais preste depoimento ao colegiado.

A defesa do diretor da Prevent alegou que recebeu a intimação da CPI no fim da tarde desta quarta (15) e que não haveria “tempo hábil” para que Batista se deslocasse até o Senado. Em nota, a Prevent Senior também informou que, de acordo com o Código de Processo Civil, o prazo mínimo de convocação é de 48 horas.

A secretaria da CPI enviará nesta quinta ao diretor nova convocação para o dia 22.

O documento entregue à comissão informa que a disseminação da cloroquina e outras medicações foi resultado de um acordo entre o governo Bolsonaro e a Prevent. Segundo o dossiê, o estudo foi um desdobramento do acordo.

Durante a reunião, Aziz propôs e a CPI aprovou requerimento para pedir informações ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo pois um médico sofreu ameaças após apresentar as denúncias.

Condução coercitiva
Senadores da CPI da Covid chegaram a cogitar pedir à Justiça a condução coercitiva de Pedro Batista Júnior, para obrigá-lo a depor.

“No que depender de mim, acho que nós devemos pedir, sim, a sua condução coercitiva para que possamos ouví-lo imediatamente”, afirmou o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), antes da reunião da CPI.

“[Condução coercitiva] é hipótese que essa CPI tem que analisar para ficar caracterizado se ele está de boa-fé ou não”, avaliou o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Omar Aziz explicou que não seria “necessário” tomar tal medida. Isso porque Batista não se recusou a comparecer, desde que o fizesse dentro do prazo de 48 horas, a partir desta sexta (17), portanto.

Agenda
Antes da oitiva do diretor da Prevent, deve ocorrer o depoimento do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, na terça (21).

Aziz defendeu nesta quinta que ele seja enquadrado no relatório final da comissão por “prevaricação” ,diante de supostas irregularidades ocorridas no Ministério da Saúde durante a pandemia.

Fonte: G1


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