- Política

Empresários criticam reforma tributária e pedem mais discussão

Representantes de mais de 100 entidades do setor empresarial encaminharam ofício aos líderes e ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sobre os impactos na economia da reforma tributária, que prevê mudanças no imposto de renda das empresas e tributação de dividendos, entre outras propostas.

As entidades apontam para a necessidade de maior discussão do texto, porque consideram que haverá forte elevação da carga tributária sobre os investimentos no país. Segundo o documento encaminhado, o Brasil já figura entre “os países do mundo que mais tributam o consumo de bens e serviços, o emprego formal e o lucro dos empreendimentos”.

Para os empresários, as mudanças propostas “desestimulam a atração do investimento produtivo e no mercado de capitais, bem como desfavorecem o empreendedorismo e a geração de empregos”. O setor propõe que o tema seja mais discutido para evitar “diversos efeitos
indesejáveis, a partir de nefasta insegurança que já tem trazido ao ambiente econômico”.

As entidades pediram ao presidente da Câmara a criação de comissão especial para o debate do projeto da Reforma Tributária. “Essa medida deverá permitir a ampliação das discussões e, com transparência, a busca de uma solução equilibrada com necessários redirecionamentos, que
ocorra de forma gradativa, com impacto neutro sobre a arrecadação, e seja efetivamente capaz de garantir crescimento, empregos e justiça social em nosso país”, afirma o documento.

No rol de medidas listadas, as entidades apontam para aumento da carga tributária, da burocracia, da complexidade e da insegurança. Ao longo do ofício, são feitas diversas considerações sobre problemas identificados, com o impacto direto em pequenas empresas, profissionais liberais, financiamentos setoriais, organização empresarial.

Diante disso, preveem que toda a sociedade brasileira sofrerá com menos crescimento econômico, menos empregos e aumento de preços, alertando que “ao final, a conta fica negativa para todos”. Para as entidades, o “Brasil não pode ter pressa para fazer algo que pode prejudicar o seu futuro”.

Por fim, o setor empresarial solicita ao presidente Arthur Lira e aos líderes mais prazo e espaço para discussão, visando a construção de “uma solução equilibrada, com impacto neutro sobre a arrecadação, e que seja efetivamente capaz de garantir crescimento, empregos e justiça social em nosso país”.

Fonte: R7


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