- Política

Frente a frente, Braga Netto e Cid vão confrontar versões sobre plano para matar autoridades

O general da reserva Walter Souza Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid estarão frente à frente na sala de audiências do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana.

Cara a cara, os dois réus por tentativa de golpe vão colocar em confronto suas versões sobre o chamado “Plano Punhal Verde e Amarelo”.

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Segundo as investigações, esse plano previa o monitoramento e o assassinato de autoridades, como o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A acareação foi solicitada pela defesa de Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa, no governo passado, e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Na sala em que o procedimento será realizado, estarão somente os réus e seus advogados, em sessão fechada que será presidida por Moraes.

Prevista no Código de Processo Penal, a acareação é um procedimento possível quando acusados divergem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes para o processo penal.

A acareação está marcada para a próxima terça-feira (24), mas a defesa de Braga Netto pediu para adiar o procedimento em razão da viagem ao exterior de um dos advogados do general. O ministro Alexandre de Moraes ainda não decidiu sobre esse pedido de adiamento.

O que disse Mauro Cid ?

Durante depoimentos de colaboração premiada e interrogatório ao Supremo Tribunal Federal, Mauro Cid disse que houve uma reunião, em novembro de 2022, na casa de Braga Netto, em que os presentes teriam discutido o “Plano Punhal Verde e Amarelo”.

Nesse encontro, além dos réus, estariam presentes militares das Forças Especiais do Exército, cujos integrantes são chamados de “kids pretos”.

O delator também afirmou que repassou ao major Rafael de Oliveira dinheiro que foi entregue a Cid por Braga Netto.

O recurso estava em uma caixa de vinho e foi entregue ao “kid preto” no Palácio da Alvorada. Os recursos, segundo Cid, teriam a finalidade de financiar ações planejadas pelo grupo.

Cid disse não saber o valor que estava dentro da embalagem de vinho, porque a caixa estava lacrada e ele não abriu.

Fonte:G1


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