- Política

Inquérito contra Lulinha é resposta da PF às críticas da oposição e do STF

Após cobranças por não investigar o filho do presidente Lula, Polícia Federal decidiu pedir abertura de apuração separada sobre suspeita de tráfico de influência.

Criticada por não investigar Eduardo Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Polícia Federal decidiu pedir a abertura de um inquérito separado para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura do inquérito e foi sorteado para ser o relator da investigação. A medida ocorre em meio a pressões da oposição e também a críticas registradas dentro do próprio STF sobre a ausência de uma investigação específica sobre o caso.

A oposição ao governo de Lula vinha questionando a atuação da PF por não abrir apurações contra Lulinha enquanto eram conduzidas investigações envolvendo os parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, afirmou considerar que a PF pediu esse novo inquérito, sobre atuação na área da saúde, porque não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo o filho do presidente na investigação das fraudes do INSS.

Inquérito contra Lulinha é resposta da PF às críticas da oposição e do STF
Após cobranças por não investigar o filho do presidente Lula, Polícia Federal decidiu pedir abertura de apuração separada sobre suspeita de tráfico de influência.

Criticada por não investigar Eduardo Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Polícia Federal decidiu pedir a abertura de um inquérito separado para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura do inquérito e foi sorteado para ser o relator da investigação. A medida ocorre em meio a pressões da oposição e também a críticas registradas dentro do próprio STF sobre a ausência de uma investigação específica sobre o caso.

A oposição ao governo de Lula vinha questionando a atuação da PF por não abrir apurações contra Lulinha enquanto eram conduzidas investigações envolvendo os parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, afirmou considerar que a PF pediu esse novo inquérito, sobre atuação na área da saúde, porque não encontrou nenhuma irregularidade envolvendo o filho do presidente na investigação das fraudes do INSS.

“Lulinha já demonstrou que não tem relação direta ou indireta com o INSS e não tem relação com os negócios da Roberta. A PF não achou nada no INSS e vai procurar em outro lugar. Isso é pesca probatória. Isso é grave”, afirmou Carvalho.

Segundo integrantes da oposição, a decisão de solicitar a abertura do inquérito só ocorreu após o aumento das cobranças públicas. A nova investigação não tem relação com o escândalo do INSS. De acordo com os investigadores, não foram encontradas suspeitas contra Lulinha nesse caso específico.

Durante as apurações, porém, a PF identificou indícios de que Lulinha pode ter atuado em favor de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações junto a órgãos do governo federal. Entre os locais citados está o Ministério da Saúde.

As críticas à ausência de uma investigação sobre o filho do presidente também teriam sido manifestadas dentro do STF, aumentando a pressão sobre a Polícia Federal. Em meio ao debate, Lula já afirmou que, caso sejam comprovadas irregularidades, seu filho deve ser investigado.

Para adversários do governo, o pedido de abertura do inquérito representa uma resposta direta às cobranças feitas nos últimos meses sobre o tratamento dado ao caso.

A investigação
Na semana passada, a Polícia Federal pediu ao STF a abertura de um inquérito para apurar se Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), praticou os crimes de tráfico de influência e corrupção ao atuar para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios com o Ministério da Saúde.

Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, é apontado como um dos principais responsáveis por desvios de aposentadorias e pensões, conforme as investigações da PF na Operação Sem Desconto.

A informação foi publicada inicialmente pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo g1.

A PF suspeita que Lulinha e o Careca tenham tido negócios na área de cannabis medicinal. Como o g1 noticiou em janeiro, o lobista tentou fechar um contrato milionário com o Ministério da Saúde em 2024 e 2025 para vender medicamentos de canabidiol ao governo. O contrato não foi fechado.

Lulinha é suspeito de ter atuado para que o Careca fosse recebido no ministério. O lobista havia contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios de cannabis medicinal com o governo federal em favor da empresa World Cannabis, que pertencia ao Careca.

A defesa de Roberta nega irregularidades em seu contrato com o Careca e afirma que jamais repassou qualquer valor a Lulinha.

Fonte: G1


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