O encerramento da sessão ordinária na Câmara Municipal de Vitória (CMV), realizada na noite desta terça-feira (21), chamou atenção de quem acompanhava os trabalhos dos parlamentares. Após declarar o fim dos trabalhos, o presidente da Casa, o vereador Anderson Goggi (Republicanos), proferiu xingamentos e ofensas com o microfone ainda ligado.
Assim que anunciou o encerramento da sessão, o vereador afirmou: “Eu quero que se f****, que vá todo mundo tomar no ** e que o meu *** cresça”. A fala foi captada integralmente pela transmissão ao vivo e repercutiu nas redes sociais.
As declarações foram registradas pela transmissão oficial da Câmara no YouTube e foram proferidas diante de outros parlamentares, servidores e do público que acompanhava a sessão das galerias.
Com o microfone ainda aberto, Goggi aparece visivelmente exaltado e, antes de deixar o plenário, faz xingamentos em voz alta.
Na sessão desta quarta-feira (22), Anderson Goggi se retratou pelo episódio ocorrido após o encerramento da sessão do dia anterior. O vereador afirmou que a declaração foi um desabafo motivado pela frustração de não conseguir votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e disse ser um “cidadão que acerta e que erra”.
As ofensas foram ditas após os vereadores esvaziarem a sessão, o que derrubou a votação de uma pauta incluída no expediente.
O presidente da Câmara, Anderson Goggi, leu um pedido da Prefeitura de Vitória, protocolado no último dia 13, e colocou em debate uma “notícia circunstanciada com pedido de providências institucionais e de formulação de representação por quebra de decoro parlamentar” contra o vereador Professor Jocelino (PT).
O pedido foi feito a Goggi após o vereador publicar nas redes sociais que uma empresa ligada à Secretaria Municipal de Educação foi alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada no dia 8 deste mês.
Segundo a prefeitura, Jocelino abusou de suas prerrogativas parlamentares ao fazer tais afirmações, vinculando a administração da capital ao esquema investigado. Ao fazer a leitura do documento, houve protesto e os vereadores derrubaram o quórum da sessão, esvaziando o plenário.
Sem poder continuar com os trabalhos, o presidente da Câmara encerrou a sessão. Ao se levantar, ele proferiu as ofensas.
Fonte: G1
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