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Boto vai além do teto estabelecido por Bap, e negociação por Luiz Henrique fica travada no Flamengo

A negociação envolvendo Flamengo e Zenit por Luiz Henrique chegou a um entrave importante. Depois de os clubes terem avançado por um acordo financeiro e o jogador ter dado o ok para o interesse rubro-negro, um novo empecilho impediu o negócio de andar por questões orçamentárias.

A proposta do Flamengo foi de 30 milhões de euros (R$ 177 milhões) fixos, mais 5 milhões de euros (R$ 29 milhões) previstos em bônus. Esse foi o acordo costurado pelo diretor de futebol José Boto. O clube não formalizou a proposta no papel porque tem por hábito só fazer essa parte da documentação oficial quando tudo está acordado entre as partes.

Posteriormente, no entanto, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, travou o acerto e alegou que não teria como liberar mais dinheiro do que o oferecido por Thiago Almada, durante a negociação com o Atlético de Madrid – entre 20 e 25 milhões de euros (cerca de R$ 147 milhões).

Posteriormente à publicação dessa matéria, o Flamengo procurou o ge para negar que tenha feito uma proposta, admitindo apenas conversas com o Zenit e que as cifras discutidas não ultrapassaram os 25 milhões de euros. A reportagem, porém, mantém sua apuração sobre o valor oferecido.

O clube russo sinalizou uma flexibilização nos prazos de pagamento, chegando aos três anos pedidos pelo Flamengo. Mas não abre mão do montante próximo aos 35 milhões de euros.

Outro problema na negociação é a grande quantidade de empresários envolvidos — dois da parte do Flamengo, além de mais dois intermediários. Neste cenário, Bap fechou a torneira e desautorizou Boto a concluir o negócio por valores que não estivessem pré-acordados pelo orçamento financeiro.

Internamente, havia a confiança de que o Flamengo avançaria no negócio. A ponto de que formas de anúncio para a contratação já estavam sendo debatidas. Agora, o assunto foi paralisado.

Fonte: Globo Esporte

 


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