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Anthony Smith rejeita “hype” de Rakic: “Nunca ouvi falarem dele até marcar uma luta comigo”

Quinto colocado do ranking do UFC e ex-desafiante número 1 dos pesos-meio-pesados, Anthony Smith é o azarão nas casas de apostas para a luta principal do evento deste sábado. Ele vai enfrentar um lutador quatro anos mais jovem e vindo de uma derrota, mas cujo potencial físico e histórico de nocautes rápidos encantou fãs e críticos: o austríaco Aleksandar Rakic, oitavo do ranking.

Se a mídia, os fãs e casas de apostas parecem prontos para coroar o austríaco, Smith ainda está desconfiado. O americano reconhece que o adversário é perigoso e está em ascensão, mas não acredita que ele tenha ainda tanta fama por trás de si e aponta para sua derrota para Volkan Oezdemir como um sinal que Rakic ainda tem muito a evoluir.

– Nunca vi ninguém falar sobre Aleksandar Rakic até ele marcar uma luta comigo. Eu sabia quem ele era, mas não estava prestando atenção. Nem assisti à luta dele com Volkan até já ter terminado e termos esta luta marcada, então tive que assistir. Ele é um competidor incrível. Ele tem muito potencial, tem tudo que as pessoas gostam de ver nas lutas, tem mãos muito pesadas, chutes pesados, tem o visual, é grande pra c***, ele é rasgado, fortão, diz as coisas certas, não se coloca em apuros, mas… Não quero rebaixar o cara, mas quem ele enfrentou fora o Volkan? – indagou “Lionheart” em entrevista por vídeo-chamada ao Combate. Ele mesmo respondeu sua pergunta:

– Ele enfrentou o Jimi Manuwa no final da carreira, o Justin Ledet, que não venceu ninguém e está com três derrotas seguidas. Eu gosto muito do Devin Clark, ele é um cara muito legal, mas ele não está apavorando geral também. Ele enfrentou um cara super duro e perdeu! Entendo, todo mundo quer pular no bonde do “hype” e tal, talvez ele entre lá, me dê uma surra e aí vai ser merecido, mas até lá, não vou cair nessa. Eu estou nesse jogo há muito tempo e vi muitos Aleksandar Rakics irem e virem.

Smith reconhece, no entanto, que está numa posição de potencial “escada” para Rakic entrar no top 5 dos meio-pesados. É uma posição incômoda para muitos veteranos, mas que o americano entende. Após perder para Glover Teixeira em sua última apresentação, Smith acredita que precisa aceitar o que os “matchmakers” (responsáveis pelo casamento de lutas) colocarem à sua frente. E ele traz ainda uma perspectiva diferente sobre sua responsabilidade em dar oportunidades para os aspirantes da divisão.

– Acho que ele trouxe meu espírito do início de novo. Foi diferente no camp, porque eu sei onde ele está, estive em sua posição antes. Ele está faminto, quer muito chegar lá e está sempre olhando para cima e acha que ninguém vai lhe jogar uma corda, que estamos só querendo derrubá-lo – e estamos! É exatamente isso. Mas é um lugar solitário para se estar às vezes, você fica irritado, vê os caras no topo só rodando entre eles e não te deixam entrar. Não sou assim: eu vou te deixar entrar. Eu vou te derrubar de volta, mas te deixo entrar! Não vou negar oportunidades a ninguém. Perdi minha luta e é isso que mereço, tenho que abrir e dar esta chance a ele. Tudo bem para mim.

– Estou empolgado em enfrentar um desses talentos emergentes. Ele é muito perigoso, não é menos perigoso que os caras que eu vinha enfrentando. E acho que esse é um engano às vezes, que “ah, você vai enfrentar o nº 8, ele não é um dos tops, deve ser uma luta fácil.” Nem um pouco! Esta luta vai ser tão difícil quanto as outras. E estou empolgado em enfrentar um dos emergentes, porque uma das críticas que fazem é que, apesar de eu ter vencido alguns dos tops, talvez eles não estivessem na melhor parte de suas carreiras – Rashad, Shogun, Gustafsson, qualquer um. As pessoas esquecem que Gus não é velho e que eu finalizei o Volkan, e vimos o quão perigoso ele é. Acho que é uma chance de provar algo para mim mesmo.

E como Anthony Smith vê a luta se desenrolando? Ele já visualizou tudo e deu uma análise bem detalhada. Anota aí para poder cobrar depois:

– Acho que vou ter dois ou três minutos bem duros no começo. Ele vai vir com força e velocidade, vai bater duro e vou ter que me manter seguro, vou ter que fazer ele trabalhar, garantir que não tome um golpe potente. Vamos ter que acalmá-lo um pouco, e foi essencialmente o que eu fiz com Volkan. Uma vez que eu consiga acalmá-lo, aí podemos descobrir quem você é mesmo. Entendo, você é grande, é forte, poderoso, pode nocautear os outros, mas uma vez que isso tudo passa e nós entramos no nosso estilo de luta de verdade é quando a luta começa para valer. Depende dele: se ele continuar vindo para cima, vamos passar por cima dele. Se ele quiser recuar, vamos destrincha-lo, e se for para o chão, podemos concordar que é um lugar terrível para ele, esteja por cima ou por baixo.

O Combate transmite o “UFC: Smith x Rakic” ao vivo e com exclusividade neste sábado a partir de 19h (horário de Brasília). O SporTV 2 e o Combate.com exibem o “Aquecimento Combate” e as duas primeiras lutas ao vivo e o site acompanha o evento em Tempo Real. Confira o card:

UFC: Smith x Rakic
29 de agosto de 2020, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (22h, horário de Brasília):
Peso-meio-pesado: Anthony Smith x Aleksandar Rakic
Peso-meio-médio: Robbie Lawler x Neil Magny
Peso-mosca: Alexa Grasso x Ji Yeon Kim
Peso-pena: Ricardo Lamas x Bill Algeo
Peso-meio-pesado: Magomed Ankalaev x Ion Cutelaba
CARD PRELIMINAR (19h15, horário de Brasília):
Peso-médio: Maki Pitolo x Impa Kasanganay
Peso-palha: Mallory Martin x Hannah Cifers
Peso-médio: Alessio di Chirico x Zak Cummings
Peso-pena: Alex Caceres x Austin Springer
Peso-palha: Polyana Viana x Emily Whitmire
Peso-meio-médio: Sean Brady x Christian Aguilera

Fonte: Globo esporte


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