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Ao menos 29 cidades paulistas adotam regras mais duras do que as previstas na fase emergencial

Pelo menos 29 municípios paulistas adotaram restrições sanitárias mais duras do que as definidas pela fase emergencial determinada pelo governo do estado.

É o que aponta um levantamento feito pela GloboNews com base em informações de prefeituras e que contou com a colaboração de afiliadas da TV Globo do interior do estado.

Em várias dessas cidades, como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, as regras mais rígidas entram em vigor nesta quarta-feira (17).

Em outras 18 cidades localizadas nessas duas regiões do estado, as novas medidas entram em vigor até o fim desta semana.

Fazem parte da lista de municípios com regras mais duras desde cidades grandes, como Campinas, a terceira mais populosa do estado, com 1,2 milhão de habitantes, e Santos, na Baixada Santista, até cidades pequenas, como Onda Verde e Ibirá, localizadas na região de Rio Preto e que têm aproximadamente 4.000 e 12,5 mil moradores, respectivamente.

A reportagem só levou em conta nesse levantamento cidades que expediram decretos municipais ou já anunciaram que vão expedir as novas regras com regras mais rígidas do que o conjunto de normas estabelecidas pela fase emergencial, adotada pelo governo do estado, que entrou em vigor em todo o estado nesta segunda (15) e valerá até o próximo dia 30.

Lista de cidades
São José do Rio Preto
Orindiúva
Bady Bassitt
Guapiaçu
Monte Aprazível
Cedral
Ibirá
Tanabi
Nova Granada
Palestina
Onda Verde
Ribeirão Preto
Altinópolis
Barrinha
Brodowsky
Jaboticabal
Orlândia
Batatais
Sertãozinho
Campinas
Santos
Pauliceia
Araraquara
Pirassununga
Boraceia
Lins
Itapeva
Buri
Capão Bonito
Lockdown
A maioria das 29 cidades paulistas com regras mais duras diz publicamente estar adotando um lockdown. É o caso, por exemplo, das cidades das regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Campinas irá adotar um toque de recolher mais rígido que o do estado, e determinou a proibição até mesmo de serviços de drive-thru no mesmo horário, diz que a medida “ainda não é um lockdown”. As medidas entram em vigor nesta quinta (18).

Há também cidades que não estão adotando o chamado lockdown mas mantêm regras que não estão previstas na fase emergencial. Em Pirassununga, por exemplo, todo o comércio fecha às 19h, inclusive as igrejas.

O governo estadual, por exemplo, proibiu reuniões no interior de igrejas mas as manteve abertas. Isso porque houve o entendimento por parte do estado de que, na prática, fechá-las seria uma violação constitucional.

Já em Araraquara, por exemplo, que adotou recentemente, ao longo de dez dias, um lockdown, e viu os casos confirmados do novo coronavírus caírem pela metade, as regras já foram flexibilizadas.

Entretanto, o transporte público segue funcionando até as 21h, medida não seguida pelo governo do estado.

Trens, metrô e ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), serviços gerenciados pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a operação segue normal.

Em Santos, na Baixada Santista, desde esta terça-feira (16), quem for flagrado sem máscara em uma aglomeração corre o risco de levar uma multa de R$ 600.

A prefeitura também pede que “a colaboração dos clientes e praticantes de atividades físicas individuais, como caminhadas, para que evitem esse tipo de exercícios pelos próximos 15 dias”.

Há algumas cidades adotando lockdown durante os fins de semana, como Pauliceia, no Oeste paulista.

Das 29 cidades, cinco não falam em lockdown: Santos, Campinas, Araraquara, Pirassununga e Itapeva.

As cidades da região de Campinas, no entanto, têm reunião marcada para esta sexta-feira (20) em que a pauta será justamente decidirem se os municípios adotarão ou não, em bloco, um lockdown.

Apoio
Procurada, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, responsável pela articulação dos municípios paulistas no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, disse que vai apoiar as cidades em lockdown “por meio da força-tarefa entre Procon, Vigilância Sanitária e Segurança Pública.

Os órgãos podem ser acionadas por meio do telefone 0800 771 3541. A Secretaria da Saúde também vai montar um protocolo de recomendações para balizar os municípios”.

Fonte: G1


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