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Carnaval 2019 em BH: foliões paulistas vão dizer ‘sim’ em bloco casamenteiro

A tradição diz que a chuva de arroz após o casamento traz prosperidade aos noivos. Mas, em uma cerimônia que será realizada em março em Belo Horizonte, esse costume será substituído por chuva de confete e serpentina. O vestido de noiva também dará lugar à fantasia, e o salão de festas será as ruas da Região Leste. A celebração nada convencional vai festejar um amor de carnaval que virou paixão de ano inteiro.

Os “noivos-foliões” são a consultora financeira Camila Thomé, de 35 anos, e o sociólogo Marcelo Patarro, de 39. Paulistas, eles se conheceram no interior de São Paulo, mas se reencontraram, em 2017, em pleno carnaval mineiro.Em 2017, ela morava em Brasília e decidiu cair na folia belo-horizontina depois do convite de uma vizinha. Já Marcelo havia morado durante a adolescência em Contagem, na Região Metropolitana. Na época do carnaval, estava em Minas, e resolveu parar em BH para reencontrar amigos.

“Há uns anos, fui passar férias com a família em Vinhedo (SP), e uma amiga me convidou para ir numa confraternização na ONG onde ela trabalha. E aí conheci o Marcelo. Começamos a conversar, chegamos a ficar no fim do ano. Voltei para Brasília e pensei: ‘ah, acabou’”, conta.No início do ano seguinte, conversa vai, conversa vem, o assunto chegou no carnaval, e eles descobriram que teriam Belo Horizonte como destino comum. Na hora, não acreditaram.

Camila conta que quase não conseguiu chegar à capital mineira por conta de um overbooking em seu voo, o que fez com que ela perdesse o desfile do Então, Brilha!, que dá as boas-vindas ao carnaval de BH no sábado de manhã e é uns dos mais esperados.

Com um dia de atraso, no domingo, ela conheceu o jeitinho mineiro de se esbaldar na folia. “Eu amei essa coisa de a maioria das pessoas ir fantasiada. Não precisa ser uma coisa muito elaborada, mas todo mundo sai fantasiado. O pessoal incorpora o carnaval”, diz.

No primeiro dia em Belo Horizonte, entre um bloco e outro, a consultora financeira e o sociólogo se encontraram. Já na segunda de carnaval, Camila foi para o desfile do Havayanas Usadas, mas, antes de seguir a maratona da folia, veio a vontade de ver Marcelo novamente. “Meu coração falou que eu tinha que dar uma oportunidade para o Marcelo, não sabia por quê. E falei com a minha amiga: ‘eu vou atrás dele’”, relembra.E, então, a consultora financeira – ou melhor, a bruxinha – e o sociólogo – cisne negro naquela segunda de carnaval – marcaram de se encontrar no Pó de Sim, que , a cada ano, celebra a união de casais em clima de carnaval. O que eles nem imaginavam é que, dois anos depois, voltariam ao bloco casamenteiro como protagonistas da festa.Na lista de covidados, tem amigos e parentes de vários cantos do país e também qualquer folião que quiser celebrar com os noivos. Eles estão dispensados de trajes de passeio completo, mas não da criatividade. “O importante é estar fantasiado e brincar junto com a gente”, diz.

Fonte: G1


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