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Dos treinos à prática: Danilo Barcelos justifica fama e encerra jejum do Vasco com golaço

O Vasco foi ao mercado ao fim da temporada passada por reforços que teriam de suprir deficiências do elenco comandado pelo técnico Alberto Valentim – três laterais, um volante com qualidade para sair jogando, um meia armador… Um desses problemas era a qualidade na bola parada. Por isso, o Cruz-Maltino investiu em jogadores que têm potencial em cobranças de falta. E o resultado veio logo.

Em seu segundo jogo com a camisa do Vasco, o lateral-esquerdo Danilo Barcelos justificou a fama e fez um golaço na vitória por 5 a 2 sobre o Vola Redonda, em São Januário, pela segunda rodada da Taça Guanabara. O Cruz-Maltino não marcava de falta desde 8 de novembro de 2017, quando Nenê, na Vila Belmiro, balançou as redes do Santos.

Para quem acompanhou a pré-temporada do Vasco em Atibaia, no interior de São Paulo, inclusive, a perfeita cobrança diante do Volta Redonda não é surpresa. Nos treinamentos num luxuoso hotel, Danilo Barcelos se destacou entre os companheiros – Claudio Winck, lateral-direito, também mostrou qualidade.

Gol do Vasco! Danilo Barcelos cobra falta muito bem e coloca o cruzmaltino em vantagem, 23 do 2º

Danilo Barcelos costumava ser um dos jogadores que chegavam antes dos companheiros ao campo para treinar faltas. A pausa, até a bola rolar para valer, era apenas para conversas com o grupo todo e o técnico Alberto Valentim. O lateral, porém, não poupava sua perna esquerda das cobranças.

A falta de gols de falta, na visão de Danilo Barcelos, tem uma razão até “simples”: o tamanho das barreiras utilizadas nos treinamentos.

– Fazia um ano que eu não fazia um gol de falta. A barreira é muito alta, e a gente treina com uma barreira muito baixa. Já pedimos para aumentar – disse o lateral após quebrar o jejum particular e o do Vasco.
Durante a vitória por 5 a 2, porém, Danilo Barcelos não teve só glórias. Começou por baixo, ao não conseguir parar Douglas Lima na jogada do segundo gol do Volta Redonda. Ouviu algumas vaias da torcida em São Januário, mas não se abateu.

– O torcedor trabalha o dia inteiro e deixa de ir para casa para vir aqui ver o time jogar. Tem todo o direito de vaiar quando o time não está jogando bem. O bom é que as coisas viram. Tomamos um empate que ao meu ver não foi justo. Eu trabalho bastante, dá para ver isso – falou, ainda na saída de campo.

Fonte: Globo esporte


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