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Por falta de médico, hospitais públicos não atendem idosa no DF

Desde domingo (14), uma família de Ceilândia, no Distrito Federal, busca atendimento médico para uma idosa com suspeita de tuberculose. Maria Augusta de Brito, de 69 anos, percorreu os hospitais regionais de Ceilândia, Taguatinga e do Guará e, segundo a família, não havia médicos disponíveis em nenhum dos locais.

Nesta quarta-feira (17), ainda sem conseguir atendimento em um hospital público, os parentes da idosa registraram o caso na Ouvidoria do GDF.

A Secretaria de Saúde nega a falta de médicos. Por meio de nota, a pasta disse que a informação de falta de atendimento nos Hospitais Regionais da Ceilândia, Taguatinga e do Guará não procede.

Peregrinação
A neta de Maria Augusta, a professora de dança Débora Batharelly, disse que no domingo a família levou a idosa duas vezes ao Hospital do Guará e que em nenhuma das vezes havia médico no local.Depois disso, a família entrou em contato, por telefone, com os hospitais regionais de Taguatinga e Ceilândia. A informação que recebeu foi de que também não havia médico em nenhum dos dois hospitais.

Déficit no quadro
De acordo com o Portal da Transparência, o Distrito Federal possui 4.327 vagas para médicos que ainda não foram preenchidas. O coordenador de Atenção Especializada à Saúde, Fernando Uzuelli, afirmou que ter o número adequado de médicos é um grande desafio para a secretaria.Além dos problemas no orçamento, o coordenador afirma que “a reposição de médicos na saúde pública tem um prazo mais demorado por causa dos processos dos concursos públicos.”

A Secretaria de Saúde explica que o atendimento, nos hospitais, é realizado de acordo com a classificação de risco. Os pacientes mais graves, com classificação vermelha, têm prioridade, seguidos dos de menor gravidade.

Outra alternativa para os casos de menor gravidade, segundo a pasta, são as 171 unidades básicas de saúde, que funcionam de segunda a sexta-feira e, as de maior porte, também aos sábado pela manhã.

Fonte: G1


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