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Prefeitura de São Paulo arrecadou R$ 4,7 milhões por dia em multas de trânsito no 1º semestre de 2023

A Prefeitura de São Paulo arrecadou em média, R$ 4,7 milhões por dia em multas entre janeiro e junho deste ano. O município recebeu mais de R$ 850 milhões por conta da aplicação das penalidades aplicadas ao longo do 1º semestre de 2023.

Por lei, o dinheiro arrecadado com infrações cometidas pelos motoristas precisa ser reinvestido para melhorar o trânsito da cidade, como infraestrutura, fiscalização, educação dos motoristas, entre outras ações. A prefeitura alega que cumpre com tais medidas (leia abaixo).

Porém, quase R$ 400 milhões obtidos com multas no período estão parados nos cofres públicos. O montante espera destinação a ser dada pela administração Ricardo Nunes (MDB) – que tem Celso Gonçalves Barbosa como secretário Municipal de Mobilidade e Trânsito.

O total de R$ 387 milhões não injetados no trânsito representa 45% do valor das multas aplicadas nos seis primeiros meses de 2023. O valor arrecadado é mais da metade do previsto pelo poder municipal para todo o ano.

Do valor, R$ 464 milhões retornaram em melhorias nas vias e ações para a conscientização dos motoristas.

Nos últimos sete anos, São Paulo arrecadou R$ 7,5 bilhões em punições aplicadas para motoristas infratores.

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Campeões de multas
Quatro em cada cinco multas foram aplicadas por radares eletrônicos (80% do total) no 1º semestre de 2023, enquanto agentes de trânsito, os famosos marronzinhos, anotaram as demais infrações.

Ao todo, a capital possui 872 radares de trânsito ativo. O campeão deles fica na Marginal Tietê, próximo à Ponte Aricanduva no sentido da Rodovia Ayrton Senna, com o flagrante de 31 mil carros acima da velocidade apenas desde janeiro de 2023.

Outro local campeão em multas também fica na Marginal Tietê: o acesso à Ponte das Bandeiras, no Centro da capital.

“Não me atentei para o policial e só fiquei sabendo depois que veio [a multa], mesmo. No ano passado eu tomei oito multas e esse ano foi uma”, conta o motorista de aplicativo Carlos Luciano de Freitas.

Investimento em prevenção
Segundo o engenheiro especialista em trânsito e tráfego Luiz Vicente, o dinheiro deveria ser investido em melhorias, como prevenção de acidentes, para a capital ter acidente zero e diminuir ou zerar a mortalidade no trânsito.

“Quando nós tivermos uma aplicação dessa arrecadação de multas voltado na área que tem maior fluxo de veículos e, infelizmente, maior risco de acidentes, aí sim esse valor será muito bem empregado”, afirma.
A capital paulista teve aumento na morte de pedestres de janeiro a junho de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 149 mortes por atropelamento, frente a 143 em 2022, segundo dados do Infosiga, banco de dados do governo do estado, gerido por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Os dados indicam aumento pelo segundo ano consecutivo, depois das 116 vítimas nos seis primeiros meses de 2021 – quando havia limitação no convívio social por conta da pandemia de Covid-19.

Dos mortos em todo o período em que o levantamento foi feito pelo governo paulista, 71% das vítimas de atropelamento são homens e 41% têm 60 anos ou mais.

O que diz a Prefeitura
A prefeitura da capital informou que aplica o dinheiro arrecadado com as multas de trânsito em sinalização, engenharia de tráfego e de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

Ainda de acordo com a gestão Ricardo Nunes, o dinheiro cai direto no Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito e o valor ainda não investido serve de reserva para atividades que estão em processo de licitação, mas que o dinheiro será usado futuramente.

Fonte: G1


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