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Ressocialização de criminosos no Brasil é balela

É revoltante e desolador. Uma jovem de 19 anos é morta de forma violenta e cruel por um bandido que acabara de voltar à vida social após 16 anos preso por diversos crimes, entre os quais abuso sexual. Bastou um mês em liberdade para que esse egresso do sistema prisional brasileiro cometesse o crime hediondo.

Fica difícil discutir ressocialização de criminosos diante de um exemplo desses. Não fossem alguns casos raros e extremos – em que o detento retorna ao convívio social de forma digna –, nem haveria necessidade de debate. Os que conseguem superar o estigma são, a rigor, sobreviventes cujo mérito só pode ser creditado a um esforço pessoal e sobre-humano.

Na realidade, é altíssimo o número de ex-condenados que voltam à prisão após cumprirem pena. Alguns estudos apontam que a taxa de reincidência no Brasil chega a 70% dos presos. Mesmo sendo um número questionado por especialistas, é facilmente corroborado pela mais pura e simples observação civil.

E não poderia ser diferente. Nossos presídios são masmorras medievais, onde corpos se amontoam em condições humilhantes e insalubres. As regras de convívio entre criminosos são selvagens. Facções disputam os condenados por crimes não violentos e os devolvem às ruas prontos para todo tipo de maldade.

Não há saídas institucionais. O Brasil simplesmente abdicou de qualquer esforço de recuperar, educar, capacitar, instruir ou oferecer remissão aos seus condenados. Não bastasse, também é incapaz de manter isolados os que oferecem perigo evidente, os clínica e patologicamente irrecuperáveis. É o pior dos mundos, dentro e fora das prisões.

Um bandido que se redime de seus crimes é um cavaleiro solitário. Ressocialização de presos no Brasil é balela.

Fonte: R7


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