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Réus do caso Daniel devem depor á justiça pela primeira vez após adiamento

Os sete réus do processo que investiga a morte do jogador Daniel Correia Freitas devem ser interrogados pela Justiça na terceira fase de audiências, a partir da manhã desta quarta-feira (4), no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Esta será a primeira vez que eles são ouvidos pela Justiça desde que ocorreu o crime, em outubro de 2018.

As oitivas com os réus estavam marcadas para acontecer em agosto, mas na oportunidade apenas três testemunhas foram ouvidas, e o restante da audiência foi adiadaapós uma das defesas fazer um pedido de acareação entre testemunhas.

Os interrogatórios dos sete réus devem durar até sexta-feira (6).

Confira, abaixo, quem são os réus e por quais crimes foram denunciados

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • David Willian da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Audiência começou às 8h com o interrogatório de uma testemunha, que durou até às 10h. Depois, Evellyn e Allana, que respondem aos crimes em liberdade, devem ser ouvidas.

Na sequência, devem ser ouvidos os réus acusados pelo homicídio. A ordem previamente estabelecida prevê que Edison Brittes Junior, assassino confesso do jogador, deve ser o primeiro a ser ouvido. No entanto, a ordem pode ser alterada de acordo com os pedidos das defesas.

Um pedido do advogado Rodrigo Faucz, que defende Ygor King e David Willian, para que os réus prestassem os depoimentos sem algemas foi acatado pela juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais.

Nas outras fases das audiências, foram ouvidas pessoas que estavam no local do crime, testemunhas de acusação e defesa.

Depois dessa etapa, as partes envolvidas terão um prazo para apresentar as alegações finais. Na sequência, o juiz deve decidir se os réus vão ou não a júri popular.

O crime

Daniel foi encontrado morto em uma área rural de São José dos Pinhais. Edison Brittes disse que o matou porque ele tentou estuprar a esposa dele, Cristiana Brittes.

Segundo a investigação, Daniel tirou fotos ao lado da esposa do empresário, no quarto do casal, antes do crime. De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público do Paraná (MP-PR), não houve tentativa de estupro.

Fonte: G1


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