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‘Venho sendo acusado por vários crimes que não cometi’, diz empresário indiciado por abusos contra mais de 10 vítimas

Indiciado por abusos contra mais de dez mulheres em Belo Horizonte, o empresário Cleidison dos Santos, que é considerado foragido pela Polícia Civil, divulgou em suas redes sociais um vídeo em que se diz inocente das acusações.O empresário, dono da Ana Modas, localizada em um shopping popular no Centro da capital, foi indiciado no mês passado por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual. Ele também teve a prisão decretada pela Justiça.

Por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (5), a Polícia Civil apenas informou que o suspeito segue foragido e que o processo está em andamento no Poder Judiciário.No vídeo postado na internet neste fim de semana, Cleidison diz que teve uma vida de dificuldades financeiras e que, quando melhorou de condição, deixou que o dinheiro subisse à cabeça.

“Digo isso em relação a me achar o cara, que toda mulher queria se relacionar comigo. Eu acabava mentindo para essas pessoas, em mostrar muito mais do que eu era. Ludibriava, prometia o que eu não podia dar. Falava com essas pessoas que eram únicas na minha vida. Falava isso para conseguir o que eu queria, quando eu conseguia, eu saía fora, descartava, tratava como se fosse mais uma. Esse foi meu erro, de não respeitar como pessoa”, fala.

Entretanto, não é isso que mostram as provas e depoimentos colhidos pela polícia. As investigações apontam que os abusos teriam sido cometidos contra clientes, funcionárias e mulheres que ele buscava para fazer parcerias profissionais.Investigações
Em março, quando divulgou a conclusão das investigações, a delegada Larissa Mascotte disse que as vítimas têm entre 18 e 28 anos e que os crimes começaram em 2017. “Foram 14 vítimas que nos procuraram e 11 foram consideradas para fins de indiciamento. Ele foi indiciado pelo crime de estupro por quatro vezes, por estupro de vulnerável – uma vez – e pelo crime de importunação sexual por cinco vezes”, disse.

Além disso, ele foi indiciado pela contravenção penal de importunação ofensiva em 2017, antes de a importunação sexual ser considerada crime.

De acordo com a polícia, a maioria dos crimes aconteceu no provador da loja. As denúncias vieram à tona em dezembro de ano passado, quando mulheres compartilharam relatos nas redes sociais.Entretanto, um dos crimes, o estupro de vulnerável, aconteceu na casa do suspeito, de acordo com a delegada. A vítima, que, na época, tinha 25 anos, contou que ele teria proposto uma parceria para divulgação de fotos.

Fonte: G1


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