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Com mais de 180 novos postos de trabalho, construção civil registra saldo positivo no Amazonas em junho

O saldo de empregos na construção civil do Amazonas voltou a ficar positivo em junho. O setor fez 809 contratações contra 625 demissões de trabalhadores, o que resultou em um saldo de 184 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

O resultado de junho foi o melhor deste ano e o melhor desde julho de 2017, quando o setor teve saldo positivo de 353 vagas. O segundo melhor desempenho no primeiro semestre de 2018 foi registrado em abril, que apresentou saldo de empregos positivo em 101 vagas. O setor gerou 735 novos postos e demitiu 634 trabalhadores no mês.

Junho também apresentou o melhor resultado frente ao mesmo mês do ano passado, quando houve saldo positivo de 167 vagas.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, o saldo de empregos tende a aumentar nesta época do ano.

“Se nós falarmos exclusivamente de junho, nós temos aí o início do verão, onde muitas empresas começam a fazer obras que na época do inverno não têm condições e, normalmente, elas lançam obras de junho em diante”, explicou.

Em maio deste ano, quando a construção civil desligou 882 pessoas e contratou 531 trabalhadores, o setor registrou uma diferença negativa de 351 vagas de empregos, no Amazonas. Foi o pior resultado desde janeiro, quando o resultado entre o número de contratações e demissões ficou negativo com fechamento de 691 vagas.

Na avaliação do presidente do Sinduscon-AM, a greve dos caminhoneiros contribuiu para o resultado negativo registrado em maio. “No Brasil inteiro, em maio, houve queda de contratações. Pode ser uma coisa pontual, porque a construção civil quando interrompe obra, normalmente, ela demite, se ela não tiver uma obra na sequência. Mas, maio criou uma incerteza muito grande no Brasil inteiro em relação à greve dos caminhoneiros e muitas obras foram interrompidas por falta de material e outras situações correlatas”, disse.

Balanço semestral
Os primeiros seis meses foram de perda de vagas com carteira assinada no mercado de trabalho amazonense. Foram 329 postos de trabalho a menos de janeiro a junho de 2018.

De acordo com levantamento feito pelo Ministério do Trabalho, as contratações foram de 65.170 e as demissões de 65.499 neste primeiro semestre. Com o decréscimo de 329 postos, o primeiro semestre fechou com variação de -0,08.

Apesar da perda de vagas no acumulado do primeiro semestre de 2018, junho foi um mês de aquecimento na economia, em que as contratações foram superiores às demissões no Amazonas.

Em junho deste ano, o Amazonas registou um saldo positivo nas contratações. Foram 9.564 admissões e 8.959 demissões. Com saldo de 605 vagas, o Estado fechou o mês com a variação de 0,16%.

Os reflexos positivos também puderam ser vistos em Manaus. No mês de junho foram contabilizadas 9.004 admissões, contra 8.525 demissões. Foram mais 479 vagas, com variação de 0,13.

Além da capital, os municípios de Itacoatiara, Parintins e Tabatinga também se destacaram com as contratações. Em Itacoatiara são 140 novas contratações, em Parintins 98 e em Tabatinga 25.

Por setores
Os números do governo revelam que, em junho, foram 9.688 contratações e 9.059 demissões nos oito setores da economia no estado do Amazonas. O saldo positivo de junho foi de 629 novos empregos. Todos os setores apresentaram crescimento, entretanto, o maio número de empregos criados ocorreu no setor de serviços.

Contratações
Serviços: 3.857 admissões, com 131 novas vagas
Comércio: 2.624 admissões, com 11 novas vagas
Indústria de transformação: 2198 admissões, com 252 novas vagas
Construção civil: 809 admissões, com 184 novas vagas
Agropecuária: 101 admissões, com 16 novas vagas
Serviços industriais de utilidade pública: 66 admissões, com 18 novas vagas
Extrativa mineral: 24 admissões, com saldo de 10 novas vagas
Administração pública: 8 admissões, com 7 novas vagas

Fonte: G1


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