- Cidade

Matriz Econômica Ambiental

Desejando um domingo abençoado e uma semana com saúde e muita prosperidade, o nosso arogo de hoje trata sobre as nossas riquezas naturais; um alerta e um chamamento à luta porelas.

MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL: UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO QUE TORNARIA OAMAZONAS REFERÊNCIA GLOBAL EM SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL.

A COP do Azerbaijão, que acontece nesta semana, marca um momento decisivo para as discussões ambientais globais, e é impossível não refleƟr sobre as oportunidades que o Amazonas poderia estar liderando se ovesse adotado plenamente uma visão de desenvolvimento sustentável.

Como Ex-Governador do Amazonas, idealizei a MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL com a convicção de que o nosso Estado pode – e deve – equilibrar
progresso econômico com a preservação da floresta. A proposta era simples, mas inovadora:

diversificar a economia do Estado, que há muito tempo depende do Polo Industrial de Manaus, e promover aƟvidades que valorizassem nossa riqueza natural de maneira responsável, numa harmonia com a Zona Franca de Manaus que renderia numa melhoria da qualidade de vida para
quem mora em Manaus e mais do que isso, aos mais de 490 mil indígenas que habitam o nosso Estado, muitos deles em locais com bilhões de dólares no subsolo, mas vivendo em extremada pobreza, São Gabriel da Cachoeira é um desses exemplos.

Hoje, mais do que nunca, acredito que o Amazonas poderia ser um “case” de sucesso na COP do Azerbaijão, apresentando ao mundo um modelo de desenvolvimento sustentável que, com a
implementação da MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL, conciliaria a conservação da floresta comum crescimento econômico sólido e diversificado.

A importância da Diversificação Econômica para o Futuro do Amazonas
A dependência do Polo Industrial de Manaus (PIM), que sempre sustentou a economia do Estado, é uma dependência que traz riscos. Quando imaginei a MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL, Ɵnha em mente uma economia diversificada, capaz de resisƟr a crises e de desenvolver de forma sustentável. Projetei que, ao lado do PIM, poderíamos fortalecer setores como a fruƟcultura, a piscicultura, o turismo ecológico e até a mineração sustentável – aƟvidades que gerariam empregos, renda e dignidade para os amazonenses sem prejudicar o meio
ambiente.

A fruƟcultura por exemplo, aproveitaria nossa riqueza natural e os frutos amazônicos, que têm alta demanda nacional e internacional. Com isso, poderíamos oferecer mais oportunidades aos produtores locais e garanƟr produtos de valor agregado, como o açaí e a castanha-do-brasil, ajudando a economia do interior a prosperar.

A piscicultura, por sua vez, poderia transformar os rios e lagos do Amazonas em fonte sustentável de alimento e renda, beneficiando diretamente as comunidades ribeirinhas, aproveitando também as áreas antropizadas (desmatadas) para
fazer tanques escavados.
Desenvolvimento Sustentável: Crescimento em Harmonia com a Floresta .A proposta da MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL era, acima de tudo, construir uma economia
que respeitasse a floresta e suas comunidades. Sabemos que os recursos naturais são finitos e que a destruição da floresta compromete a própria vida de quem vive nela. Imaginei que o
turismo ecológico, por exemplo, pudesse transformar o Amazonas em um dos principais desƟnos globais para o ecoturismo, atraindo pessoas do mundo todo para conhecer a biodiversidade
única da floresta amazônica. Este setor poderia ser uma fonte de recursos considerável,valorizando a floresta em pé e criando oportunidades para as comunidades locais que atuassem
como guias, empreendedores e conservadores desse bioma único.

A remuneração justa pelo papel que a floresta exerce no sequestro de carbono (algo em torno de 55 bilhões de dólares/ano) também estava na MATRIZ.
Até a mineração sustentável, um setor frequentemente visto com receio, foi pensada de forma consciente.

A ideia era implantar técnicas modernas e responsáveis de exploração, trazendo
desenvolvimento sem degradação. O uso sustentável dos recursos minerais, quando bem planejado, poderia garanƟr um retorno econômico ao estado, mas sempre com o cuidado de respeitar as comunidades e o meio ambiente. O Amazonas poderia ser pioneiro ao mostrar ao mundo que é possível minerar com responsabilidade e sustentabilidade.
A importância do Amazonas como Líder Global em Sustentabilidade.

O Amazonas tem uma posição única no mundo. Como guardião da maior floresta tropical do planeta, o Estado não deve apenas parƟcipar das discussões globais sobre o meio ambiente –
ele deve lidera-las. A COP do Azerbaijão seria uma oportunidade magnífica para apresentarmos
a MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL como um modelo inovador de desenvolvimento
sustentável, que valoriza a floresta, gera riqueza e preserva os ecossistemas locais.

Ao fortalecer a nossa economia com uma matriz sustentável, o Amazonas se tornaria exemplo de que é possível crescer sem destruir. A proposta da MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL teria o
poder de atrair invesƟmentos e parcerias internacionais que beneficiariam diretamente as comunidades locais e fortaleceriam setores cruciais, como a pesquisa cientifica e as tecnologias
de conservação. Com apoio e invesƟmentos certos, o Amazonas poderia se tornar uma
referência em economia verde, mostrando ao mundo que é possível prosperar de forma sustentável e contribuir para o equilíbrio climático global.
Um Chamado para o Futuro
A MATRIZ ECONÔMICA AMBIENTAL foi criada como uma visão de futuro para o Amazonas, uma estratégia que equilibrasse o crescimento econômico com a responsabilidade ambiental.
Olhando para o cenário atual, acredito firmemente que essa MATRIZ ainda é uma solução viávele necessária.

O Amazonas precisa de um modelo econômico resiliente, que aproveite de maneira consciente as suas riquezas naturais, gerando emprego e renda para todos os amazonenses.Que a COP do Azerbaijão inspire nossas lideranças a retornar essa visão de sustentabilidade. O
futuro do Amazonas e do planeta dependem de uma economia que respeite e preserve a floresta, e acredito que nossa MATRIZ oferece um caminho para isso. É hora de mostrar ao mundo que o Amazonas pode ser o protagonista de uma economia verde e responsável, que
honra sua floresta e prepara um futuro próspero e sustentável para as próximas gerações.

Manaus, 10 de novembro de 2024.
Professor José Melo
Ex-Governador do Estado do Amazonas


There is no ads to display, Please add some