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Povos indígenas que vivem em Unidades de Conservação do AM protagonizam luta pela vida

A valorização dos povos tradicionais, ribeirinhos e indígenas que vivem na Amazônia é um dos desafios fundamentais para garantir o futuro da região. Assegurar qualidade de vida, acesso à saúde, educação e direito à terra aos povos indígenas, em específico, é uma etapa indispensável para preservar o meio ambiente, manter a Amazônia viva e desenvolver sustentavelmente a região.

Com foco nesse objetivo, a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) tem incentivado o protagonismo indígena na luta pela vida. Indígenas de diversas etnias e regiões que vivem dentro de Unidades Conservação (UC) no Amazonas participam de uma extensa agenda sobre identidade cultural, empoderamento, juventude, esporte e empreendedorismo.

Uma das ações dessa agenda é o projeto Juventudes Indígenas da Amazônia (JIA), uma iniciativa criada pela FAS para estimular o fortalecimento da cultura e da identidade entre jovens indígenas. Uma das atividades do projeto é Encontro de Jovens que aconteceu pela primeira vez de 22 a 24 de março.

“O jovem indígena pode ter acesso a TV, à internet e também usar isso a seu favor e sem desvalorizar a cultura”, questiona Maria do Cordeiro, coordenadora indígena da FAS.

A primeira edição do Encontro de Jovens Indígenas aconteceu na região do Baixo Rio Negro, com a participação de 55 indígenas de oito etnias:

  • Baré
  • Cambeba
  • Dessana
  • Tuiuca
  • Piratapuia
  • Sateré-Mawé
  • Munduruku
  • Carapanã

Todos oriundos de seis comunidades: Cipiá Dessana, Terra Preta, São Tomé, Três Unidos, Nova Esperança e Cauanã.

No encontro, os jovens puderam discutir a identidade cultural dos povos e refletir sobre o que é ser indígena e jovem na região amazônica.

“Cada um trouxe uma apresentação que refletia a identidade e a cultura de sua comunidade. Eles saíram fortalecidos, ‘batendo no peito’ que são indígenas ”, explicou o coordenador do JIA, Arthur Goerck. O segundo Encontro de Jovens Indígenas está previsto para acontecer de 26 a 28 de abril

Mulheres indígenas empreendedoras
O empreendedorismo também faz parte das ações da agenda indígena na FAS, como o Programa Mulheres Indígenas Empreendedoras, uma iniciativa prevista para começar em maio de 2019 com propósito de impulsionar negócios empreendedores de mulheres indígenas nas Unidades de Conservação apoiadas pela FAS no Estado, tanto nas áreas de turismo como artesanato, artes plásticas e medicina tradicional.

“A ideia é identificar mulheres que já atuam com algum tipo de atividade empreendedora no Amazonas, nas diversas áreas, e dar visibilidade a isso, potencializar. Desenvolvemos na FAS ações de empreendedorismo com cadeias produtivas e por que não empreender com as mulheres indígenas? Queremos impulsionar o trabalho dessas mulheres”, disse Maria do Cordeiro.

No primeiro encontro de mulheres indígenas empreendedoras a ideia é identificar as participantes que já atuam em atividades empreendedoras no Amazonas e propor ações para dar visibilidade e impulsionar os negócios, sem descaracterizar a identidade cultural dos povos indígenas.

O programa, também em fase de desenvolvimento, já selecionou 40 atividades empreendedoras executadas por mulheres indígenas nas UCs. A próxima fase é capitanear recursos e investimento. “Além do empreendedorismo, vamos trabalhar o empoderamento dessas mulheres, a geração de renda e a visão política delas para defender os direitos dos povos indígenas”.

Novas perspectivas
Entre outras ações desenvolvidas pela FAS está o Projeto de Arquearia Indígena no Amazonas, realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer e a Federação Amazonense de Tiro com Arco (Fatarco). A ação tem objetivo de valorizar e incentivar a prática esportiva do Tiro com Arco entre indígenas dentro de Unidades de Conservação (UC) no Amazonas. A ação tem apoio das Lojas Bemol e Latam Brasil.

O projeto existe desde 2013 e um dos resultados mais recentes foi a escalação da arqueira indígena amazonense Graziela “Yaci” dos Santos, da etnia Karapana, para o Campeonato Mundial de Tiro com Arco, previsto para acontecer em junho na Holanda. Graziela passou na seletiva nacional e agora vai representar o Brasil como atleta nacional. Além disso, outros arqueiros indígenas continuam em treinamento para participar de competições regionais, nacionais e internacionais.

Ainda na área do esporte está o Programa de Canoagem, iniciativa nos mesmos moldes do Arquearia Indígena, ainda em fase de proposição, com objetivo de incentivar a prática esportiva de canoagem entre povos indígenas e também ribeirinhos nas UCs apoiadas pela FAS.

“A ideia é que o Estado possa comprar a ideia do incentivo à prática da canoagem. Iniciamos também diálogo para captar recursos junto com empresas do Distrito Industrial”.

Fonte: Divulgação


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