- Economia

Abate de bovinos no Brasil recua 8,5% em 2020 após três anos de alta, diz IBGE

O abate de bovinos no Brasil caiu 8,5% em 2020, comparando com o ano anterior, após três anos de expansão, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18).

O instituto contabilizou 29,7 milhões de cabeças abatidas sob serviços de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal no ano passado.

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Este recuo acontece em meio a uma disparada nos preços da arroba bovina no Brasil observada desde meados de 2020, que atinge valores recordes. Com isso, segundo o IBGE, os produtores têm segurado o abate de matrizes por causa da valorização dos animais.A partir disso, o resultado de 2020 voltou ao patamar observado em 2016, quando 29,7 milhões de cabeças foram abatidas, enquanto em 2019 o número alcançou 32,4 milhões.

O único mês de 2020 com alta frente a 2019 foi junho, com 68,6 mil cabeças a mais que no mesmo mês do ano anterior, enquanto a queda mais intensa foi verificada em abril (menos 382,6 mil cabeças), acrescentou o IBGE.

No quatro trimestre do ano passado, foram abatidas 7,3 milhões de cabeças bovinas, queda de 9,6% frente ao mesmo período de 2019, o que significou o pior quarto trimestre desde 2010, destacou o instituto. Além disso, o resultado é 5,5% menor que o 3º tri de 2020.

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Em termos estaduais, 24 das 27 unidades da federação apresentaram queda. As mais expressivas foram registradas no Mato Grosso (-573,6 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-346,1 mil cabeças), Bahia (-237,2 mil cabeças) e Goiás (-220,3 mil cabeças).

O único estado com mais de 1% de participação no abate bovino a apresentar alta em 2020 foi Santa Catarina (+59,5 mil cabeças).

Mesmo com o maior recuo, Mato Grosso continuou liderando o ranking do abate de bovinos, com 17,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (10,9%) e São Paulo (10,5%), apontou o IBGE.

A redução nos abates, no entanto, não prejudicou as exportações brasileiras, que alcançaram patamar inédito em 2020, com a desvalorização do real tornando o produto mais competitivo, observou o IBGE.

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O abate de frangos e suínos, por outro lado, seguiu tendência de alta e teve marcas históricas, disse o IBGE.

Entre suínos, cujo abate vem em crescimento desde 2005, o patamar do ano passado foi recorde, em 49,3 milhões de cabeças, salto de 6,4% em base anual. No quarto trimestre, foram 12,50 milhões, aumento de 4,9% em comparação ao ano anterior.

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Contribuiu para o resultado o fato de que a carne suína é uma alternativa à bovina no mercado interno, segundo a pesquisa.

O abate de frangos cresceu 3,3%, para 6 bilhões de cabeças, um novo recorde da série histórica, segundo o IBGE. Foram 1,6 bilhão de cabeças no quarto trimestre, alta de 5,6% e também um recorde para todos trimestres.

Fonte: G1


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