- Economia

Ações da Log estreiam com queda de mais de 40% na B3

As ações da Log Commercial Properties estrearam nesta sexta-feira (21) no Novo Mercado da bolsa paulista com queda de dois dígitos, após a construtora com foco em imóveis econômicos MRV transferir proporcionalmente aos demais acionistas sua participação de 46,3% na subsidiária de galpões logísticos, em uma operação para cisão do negócio.

Às 12h45, as ações da Log cediam 39,96%, a R$ 17,22, depois de abrirem a R$ 16, com queda de 44,2% em relação ao valor de referência de R$ 28,68 estabelecido com base no fechamento da MRV na véspera, a R$ 12,70. Veja mais cotações da Bovespa

Com a cisão da Log, os papéis da construtora passaram a ser negociados na proporção de 83,71% do preço de fechamento da quinta-feira (20). Há pouco, a MRV avançava 12,7%, a R$ 11,98.

A construtora anunciou em 29 de outubro os planos de cisão parcial da controlada de galpões logísticos Log, que atua em 25 cidades em 9 Estados. A transação, que foi aprovada pelos acionistas da construtora em 12 de dezembro, será seguida por um aumento de capital.

Em comunicado nesta sexta-feira, a Log convocou reunião do seu conselho de administração para deliberar sobre um aumento de capital privado de R$ 300 milhões ao preço de R$ 22 o papel, no qual a Conedi Participações, veículo da família Menin, se comprometeu a subscrever, no mínimo, 100 milhões de reais no exercício do seu direito de preferência.

“Esse tipo de operação não é muito convencional no mercado de capitais, achamos que era oportunidade boa a Log partir por esse caminho”, afirmou à Reuters o presidente do conselho de administração da Log e da MRV, Rubens Menin. De acordo com ele, a separação dos negócios deve destravar valor aos acionistas.

O presidente da Log, Sérgio Fischer, destacou que a companhia deve chegar a 2 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) em 2023. Ele ainda projeta para o período lucro operacional de R$ 260 milhões, levando em conta o aumento de capital.

A listagem das ações da Log é a segunda feita pela família Menin na bolsa paulista este ano. A primeira foi a oferta pública inicial de ações (IPO) do Banco Inter, em maio, que movimentou 721,9 milhões de reais.

Fonte: G1


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