- Economia

Cesta básica de alimentos apresenta alta de 2,85%, em julho

O valor da cesta básica de alimentos no município de Manaus, no mês de julho, alcançou 367,89 reais, apresentando alta de 2,85% em relação ao mês de junho. Entre as capitais brasileiras, o índice encontrado representa o décimo terceiro valor para o conjunto básico de alimentos entre os 20 pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 12 meses, a variação anual foi de -0,05% e, nos seis primeiros meses de 2018, alcançou 5,88%.

Entre maio e julho, houve alta no valor médio de seis produtos: tomate (10,83%), leite integral (9,18%), banana (6,90%), manteiga (1,45%), carne bovina de primeira (0,71%) e óleo de soja (0,27%). Os outros seis apresentaram redução: feijão (-8,49%), açúcar refinado (-5,94%), arroz (-3,96%), café em pó (-2,23%), farinha de mandioca (-1,55%) e pão francês (-0,99%).

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/Am – 13ª Região) Francisco de Assis Mourão Júnior, a influência nos preços de alguns itens da cesta básica local é sazonal e varia de acordo com a produção e demanda desses produtos.

“A teoria da economia varia de acordo com a oferta e a procura. Quanto maior a produção mais barato fica o produto. Quando cai a produção, ou seja, quando a safra apresenta uma diminuição, os produtos ficam mais caros”, completou Assis Júnior.

O presidente do Corecon ainda destacou que, em consequência do valor do frete de alguns produtos, principalmente os perecíveis, que precisam ser transportados em caminhões com câmeras frigorificas, o valor final dessas mercadorias aumenta em torno de 30% a 40%, como nos casos da carne bovina e de produtos hortifrutigranjeiros.

Além do valor do frete embutido no preço final dos produtos, outro fator que encarece a cesta básica de alimentos do manauara é a carga tributária. Durante o governo de José Melo, cassado por corrupção, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sobre os produtos que compõem a cesta básica era de 18% e, mesmo com a redução para 4% da alíquota, o índice da cesta voltou a subir.

“O valor cobrado pelo imposto só é praticado pelo Amazonas. O único Estado que pratica a cobrança de ICMS sobre alimentos básicos que a população consome diariamente. Não se trata de itens supérfluos, mas de arroz, café, açúcar, feijão e outros”, avaliou Assis Júnior. presidente do Corecon.

Fonte: Juscelino Costa


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