- Economia

Crise longe do fim: venda de veículos tem pior fevereiro dos últimos anos e freia retomada

As previsões modestas de crescimento para a indústria automotiva em 2021 estão mais próximas da realidade do que os discursos otimistas de uma forte aceleração do mercado nacional de venda de veículos. Em dados divulgados pela Fenabrave nesta terça-feira (02) , o emplacamento de automóveis e comerciais leves sofreu uma redução de 2,66% em relação a janeiro — no último mês, foram comercializadas 158.237 unidades.
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O tombo é ainda maior ao realizar uma comparação com fevereiro de 2020, quando a pandemia ainda estava em seu início no Brasil: a queda é de 17,85% nos emplacamentos. A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) é a entidade responsável pelo setor de distribuição de veículos do país.

Ao levar em conta o volume de negócios de todos os veículos, incluindo caminhões e ônibus, o mês de fevereiro é o pior dos últimos três anos: no total, foram emplacadas 167,38 mil unidades, contra 200,96 mil veículos comercializados no mesmo período em 2020.

Após uma retomada sustentada das compras de novos veículos a partir do segundo semestre do ano passado, as velhas incertezas do início da pandemia voltam à tona. Com novas variantes do vírus circulando pelo país e sendo responsáveis por uma maior taxa de transmissão, as UTIs dos estados estão lotadas e os governos estaduais precisam adotar medidas restritivas para aumentar o índice de distanciamento — ainda que, segundo médicos e cientistas, tais ações mantêm-se tímidas em relação à gravidade do atual momento da crise sanitária.

Com um ritmo de vacinação ainda reduzido — apenas 3,2% da população do país recebeu alguma dose de imunização — as autoridades públicas enfrentam a necessidade de adotar ações como o fechamento de serviços não-essenciais. Governadores e secretariais estaduais de saúde admitem que o mês de março será ainda pior que fevereiro.

Para piorar, a indústria também passa por dificuldades em suas linhas de montagem: a alta demanda por semicondutores, responsáveis pela produção de chips e outros componentes elétricos, causou uma escassez global da matéria-prima, obrigando a interrupção na produção. No Brasil, a fabricação do Chevrolet Onix foi recentemente paralisada por conta do problema.

Outra reclamação das entidades que representam o setor tem relação ao aumento da carga tributária, principalmente o ICMS do estado de São Paulo: atualmente, as fabricantes já trabalham com tabelas de preços diferentes, e os consumidores paulistas precisam pagar mais caro por veículos 0 km em relação às outras unidades da federação.

Fonte: G1


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