O dólar fechou em alta nesta terça-feira (15), em mais um pregão marcado pela aversão ao risco no exterior. Investidores seguem temerosos de um período de recessão econômica nas maiores economias do mundo.
Nos Estados Unidos, a expectativa é pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), prevista para amanhã. O documento deve trazer novas sinalizações sobre qual será o rumo dos juros no país. Na China, novos dados econômicos foram divulgados hoje e vieram abaixo das projeções de mercado, alimentando a percepção de desaceleração mais forte da economia.
Ao final da sessão, a moeda norte-americana subiu 0,43%, cotada a R$ 4,9868. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar encerrou o pregão com alta de 1,26%, vendido a R$ 4,9655, no maior patamar desde 1° de junho. Com o resultado dehoje, a moeda passou a acumular:
altas de 1,70% na semana e de 5,45% no mês;
recuo de 5,52% no ano.
No mercado acionário, o Ibovespa registrou o 11º pregão consecutivo de queda e fechou aos 116.171 pontos.
O que está mexendo com os mercados?
A forte aversão ao risco vinda do exterior impactou mais uma vez os negócios no Brasil. Hoje, os dados que mais receberam a atenção dos investidores vieram da China.
A segunda maior economia do mundo decepcionou com os números de vendas no varejo e de produção industrial de julho. O varejo cresceu 2,5% no mês na comparação anual, enquanto as expectativas eram de alta de 4,4%. Já a indústria teve alta de 3,7%, contra os 4,6% esperados.
Os dados frustraram investidores porque, embora mostrem uma alta, reforçam a visão de que a China está passando por um período de desaceleração econômica.
Se o país asiático desacelera, isso pode gerar impactos em todo o mundo, já que se trata de um dos maiores demandantes por diversos tipos de produtos, o que pode afetar as exportações de outros países, inclusive o Brasil.
Além disso, analistas do BTG Pactual destacam que o Banco Popular da China cortou duas de suas principais taxas de juros, para tentar estimular a economia.
Investidores também seguem atentos aos rumos das taxas de juros nos Estados Unidos, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano, no maior patamar em vários anos. Amanhã, o Fed divulga a ata de sua última reunião, que pode trazer sinalizações sobre os próximos movimentos da instituição com relação à política monetária.
Já no Brasil, o dia foi marcado por um apagão nacional que atinge, ao menos, 25 estados e o Distrito Federal. Uma série de eventos com a participação de autoridades do governo e do Banco Central.
No noticiário, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,41 por litro no preço da gasolina, e de R$ 0,78 no diesel.
Fonte: G1
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