O dólar opera em baixa nesta quinta-feira (10), após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Em julho, a inflação do país subiu 0,2% frente ao mês anterior e 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado, em linha com o que era projetado pelo mercado.
Esses números são importantes para que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) defina o rumo das taxas de juros na maior economia do mundo, hoje entre 5,25% e 5,50% ao ano.
Às 15h12, a moeda norte-americana caía 0,69%, cotada a R$ 4,8708. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar teve alta de 0,14%, vendido a R$ 4,9044, no maior patamar em pouco mais de um mês. Com o resultado, a moeda passou a acumular:
alta de 0,61% na semana e de 3,71% no mês;
recuo de 7,08% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
O grande destaque do pregão desta quinta é a inflação norte-americana, que veio dentro das projeções do mercado e se manteve no mesmo patamar observado em junho.
“Dados de inflação são muito observados pelo mercado especialmente agora, quando se discute se haverá uma pausa no ciclo de alta de juros em setembro pelo Fed”, destacam os analistas.
Dados mostrando preços mais controlados podem levar a uma queda nos juros na próxima reunião do Fed, ou pelo menos a manutenção no atual patamar. Quando a inflação, por outro lado, vem acima das projeções, especialistas explicam que o banco central americano pode promover novos aumentos nas taxas.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, considerados os mais seguros do mundo, atraindo os investidores, que retiram o seu dinheiro de ativos de risco. Essa dinâmica tende a valorizar o dólar frente outras moedas, principalmente de países emergentes, como o real.
Já se os juros caem, a rentabilidade desses títulos fica menos atrativa e os investidores ficam mais propensos a tomar riscos, o que beneficia outros ativos. Por isso, o dólar opera em queda em relação à moeda brasileira hoje.
No noticiário doméstico, os investidores repercutem as falas recentes do presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto. Durante sessão no Senado nesta quinta-feira, o banqueiro central afirmou que a instituição tem conseguido fazer um “pouso suave” contra a alta de preços, mas alertando que a inflação de serviços brasileira segue como uma preocupação.
O mercado ainda aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Brasil, previsto para amanhã.
Fonte: G1
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