- Economia

Dólar opera em queda, com reunião ministerial e exterior em foco

O dólar opera em queda nesta terça-feira (8), à espera do desfecho da reunião ministerial do governo Jair Bolsonaro e com os investidores aguardando novidades sobre as negociações entre Estados Unidos e China sobre um acordo comercial.

Às 10h51, a moeda norte-americana caía 0,13%, vendida a R$ 3,7283. Veja mais cotações.

“O mercado entrou o ano com um viés otimista com o Brasil… além disso, tem a notícia de que a reforma da Previdência tende a ser até mais agressiva do que a de Temer. Isso nos ajuda a descolar do exterior, mesmo marginalmente”, disse à Reuters o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

Ele se referia à notícia trazida pelo jornal “Folha de S.Paulo” de que a equipe econômica do novo governo estuda proposta de reforma da Previdência que prevê uma regra de transição de 10 a 12 anos, período bem mais curto do que os 21 anos previstos na versão do ex-presidente Michel Temer, o que representaria maior economia de gastos.

Mesmo que no encontro ministerial desta terça-feira nenhuma medida seja anunciada, o mercado espera, ao menos, que a equipe econômica se alinhe depois do mal-estar da última semana, quando o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “se equivocou” ao dizer que havia assinado um aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O episódio levou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a tecer uma série de elogios ao presidente na véspera e defender a existência de coesão na equipe.

Cenário externo
Os investidores também estavam atentos ao encontro entre representantes dos Estados Unidos e da China, na tentativa de costurar um acordo que dê fim à guerra comercial entre os dois países e ameaça uma desaceleração econômica global, destaca a Reuters.

O mercado monitora ainda pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos. Com taxas mais altas, a economia norte-americana se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

Por isso, os investidores seguem atentos aos indicadores econômicos dos EUA, especialmente os sinais da inflação – já que uma alta dos juros tende a acontecer em um ambiente com inflação em crescimento.

Na sexta-feira, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que, apesar do bom momento, o banco central norte-americano será sensível aos riscos ressaltados por investidores e paciente com a política monetária em 2019.

Em dezembro, o Fed sinalizou que poderia aumentar os juros duas vezes neste ano, embora o mercado financeiro imagine que a trajetória será ainda mais suave, sobretudo por causa dos temores de desaceleração da economia global.

Atuação do BC
O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 13,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de dezembro, no total de US$ 13,398 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,46%, vendida a R$ 3,7331.

Fonte: G1


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