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Adiamento da Olimpíada faz Bia Ferreira postergar ida ao boxe profissional: “Vou arriscar”

O passo seguinte de grande parte dos boxeadores que participam de uma edição dos Jogos Olímpicos é ir para o boxe profissional. O caso de Bia Ferreira, brasileira campeã mundial de boxe em 2019, não seria diferente depois da Olimpíada de Tóquio em 2020. No entanto, a pandemia e o adiamento dos Jogos para 2021 fizeram a lutadora baiana repensar a carreira. Com o ciclo olímpico até Paris 2024 mais curto, com apenas 3 anos, Bia mudou os planos. Agora, aos 27 anos, ela já sonha com a segunda medalha olímpica antes de seguir para o profissionalismo, o que a impediria de disputar mais uma edição olímpica. Em entrevista ao podcast Rumo ao Pódio, do ge, Bia falou sobre essa mudança de pensamento e de rumo na carreira esportiva.

– Se os Jogos Olímpicos tivessem acontecido este ano, acredito que eu ia para o profissional. Ia conseguir minha medalha e ia tentar desafios novos. Como mudou, vai ser um ciclo menor. Então a gente vai ter os Jogos Olímpicos, logo um Mundial seguido, depois um Sul-Americano, só eventos de alto nível. Então acho que vou arriscar mais um ciclo, sim. Se tudo der certo, acho que vou estar em uma condição boa. Estou me cuidando já, justamente pensando nisso. Para que a carcaça dure mais um tempo. Não é fácil você treinar machucada, perder peso. Mas acredito que vou ter força de ficar mais um ciclo, que vai ser bem curtinho. Quem sabe ter duas medalhas olímpicas, vou para o profissional rindo a toa – explica Bia no Rumo ao Pódio.

– Tem vários patrocinadores e várias pessoas me apoiando e dando incentivo para eu ficar mais um ciclo olímpico. Meu objetivo era participar dos Jogos Olímpicos e depois tentar outra coisa. Eu gosto dessa convivência com os atletas, adoro as viagens. E o profissional é diferente, não é a mesma coisa que o boxe olímpico. Acredito que vou me arriscar mais um tempo, sim, e vou tentar mais um ciclo, mais experiente. Vai ser bom, para ter uma despedida, para curtir mais agora e saber que vou ter mais para fazer lá na frente – concluiu Bia Ferreira no podcast.

Fonte: Globo esporte


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