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Análise: três zagueiros controlam força aérea da Chape e voltam a ser alternativa no Fluminense

A Chapecoense levantou 24 bolas na área do Fluminense. Quatro delas foram cabeceadas e apenas uma, com Leandro Pereira, obrigou Julio César a fazer grande defesa. A estratégia do Fluminense em ter três zagueiros deu certo, ajudou na vitória por 2 a 1, segunda-feira, na Arena Condá, e voltou a ser uma alternativa tática a Marcelo Oliveira.

O treinador, aliás, reconheceu que talvez seja o momento de deixar a preferência pessoal de atuar com uma linha de quatro atrás para mandar a campo uma ideia de jogo que recentemente apresentou melhores resultados. É a escolha a ser feita para encarar o Grêmio, sábado, no Nilton Santos.

– Quando você define um esquema, o adversário já vem preparado. No caso do Fluminense, o treinador tem que adequar também à característica dos jogadores. Essa combinação (Digão, Gum e Ibañez) tem sido melhor que a linha de quatro, porque o time acaba ficando um pouco mais exposto. Está indo bem – disse o técnico.

Marcelo voltou ao 3-5-2 para duelar com o Deportivo Cuenca na altitude de 2,8 mil metros de Quito na quinta-feira. A vitória na Sul-Americana fez o técnico manter o mesmo time diante da Chape. Recentemente, ele havia feito igual: três zagueiros no 1 a 0 contra o Defensor, em Montevidéu, mantidos para o jogo com o América-MG. A atuação em Belo Horizonte, entretanto, foi ruim.

– Coloquei três zagueiros porque fomos bem no último jogo, porque deu um pouco mais de tempo de treinar. No comando do Abel Braga já haviam jogado bem, já tinham o hábito de jogar assim. E também porque entendíamos que a bola parada da Chapecoense era muito boa, os jogadores são altos. E a gente se protegeria disso e poderia fazer o gol também em bola levantada na área – acrescentou.

Se Ibañez, Gum e Digão não têm ótima saída de bola, algo fundamental no 3-5-2, ao menos compesaram na força defensiva pelo alto. Neste sistema, Léo e Ayrton Lucas se saem melhor, afinal, conseguem atuar mais abertos. E Jadson recupera o futebol do começo do ano pois passa a ter posicionamento mais centralizado.

Os precisos chutes de Everaldo e Sornoza, que renderam dois gols, deram vantagem no placar. Porém, o Fluminense ainda precisa melhorar na produção ofensiva. O time trocou 212 passes (a média do Flamengo, a melhor do campeonato, é de 335) e teve 36% de posse de bola. Criar chance de marcar passa, necessariamente, por ter a bola.

Para encarar o Grêmio, Jadson está suspenso pelo terceiro amarelo. Airton, uma possibilidade de substituto, está fora pela mesma razão. Matheus Norton larga na frente para preencher a vaga.

Fonte: Globo esporte


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