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André vive jejum de 500 minutos e (mais um) momento de baixa com decisão à vista

Os ciclos da vida de André no Grêmio soam repetitivos. Depois de um curto período de calmaria, o centroavante volta a ser pivô de uma queda de braço de Renato Gaúcho com a torcida.

Nesta quarta-feira, às 19h15, na Fonte Nova, na decisão das quartas de final da Copa do Brasil, o camisa 90 tem nova prova de fogo. Pois não balança as redes ou dá um passe para gol há mais de dois meses – ou 500 minutos jogados.

O treinador não abre mão da presença de um centroavante em sua equipe – uma contingência o fez escalar Luan mais avançado contra o Vasco, no sábado, pelo Brasileirão.

A ideia de Renato ficou bastante clara na entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 com o Bahia, no jogo de ida do mata-mata nacional. Ele elogiou a atuação de André. Mas a torcida despejou sua insatisfação em forma de vaias.

– Acho que o André jogou bem. Se estivesse 1 a 0, não estaríamos insatisfeitos. Temos dois jogadores de área (André e Felipe Vizeu). Um vai jogar – decretou o chefe do vestiário.

Longe da Arena, André tem a possibilidade de se redimir, ainda mais que o concorrente Felipe Vizeu lesionou o joelho esquerdo e ficará fora por pelo menos dois meses. Gols ou mesmo assistências servem para provar sua utilidade ao sistema de jogo.

Aliás, o atacante segue líder em passes para gols, com seis na temporada. Mas viu Luan e Jean Pyerre o igualarem na estatística. Por outro lado, não balança as redes desde a derrota para o Fluminense, em 5 de maio, também última partida na qual deu uma assistência. O jejum já dura 517 minutos em campo (confira na tabela acima).

A gangorra de André
Neste período, perdeu a vaga de titular para Vizeu, que correspondeu. Entretanto, após o período de treinamentos durante a Copa América, André retomou a condição na primeira partida da retomada, o empate com o Bahia na Arena. Justamente o duelo em que ouviu vaias da torcida.

Contratado pelo Grêmio em março de 2018, o centroavante marcou dois gols nos primeiros cinco jogos. Contudo, veio o período de vacas magras, no qual ficou oito jogos e mais de 600 minutos sem marcar. Garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, no dia 18 de julho, e depois passou mais seis partidas em branco.

Só que foi dos pés de André que saiu a classificação do Grêmio às quartas de final da Libertadores de 2018. Nas oitavas, contra o Estudiantes, ele converteu a última penalidade, na Arena, após o 2 a 2 no placar agregado das duas partidas. Ali, ganhou fôlego junto à torcida para seguir como titular.

Na sequência, marcou no 4 a 0 sobre o Botafogo, pelo Brasileirão. Porém, fechou a temporada passada com apenas quatro gols em 29 duelos. Somadas as vezes que entrou em campo entre o fim de 2018 e o início de 2019, chegou a seu maior hiato de bolas na rede: 13 jogos. Inclusive sobrou no terceiro time durante os treinamentos da pré-temporada.

A resposta positiva veio com o andamento do calendário. Em abril, tornou-se o maior “garçom” do elenco gremista. Hoje, está igualado com Luan e Jean Pyerre – seis assistências cada. No mesmo mês foi de vilão a herói do título do Gauchão, ao converter a penalidade decisiva no Gre-Nal da final, na Arena, depois de errar uma cobrança no tempo normal.

Mas a paciência do torcedor atingiu um novo limite em maio. O Grêmio patinou sem vencer nas primeiras cinco rodadas do Brasileirão – André marcou um gol na derrota por 5 a 4 para o Fluminense. No sexto jogo, recebeu o Atlético-MG na Arena. O centroavante teve sua chance no fim do primeiro tempo, em cobrança de pênalti. Mas perdeu. E sequer voltou para a etapa final.

Felipe Vizeu entrou no intervalo e deu a vitória ao Tricolor. Depois, marcou mais dois no 3 a 0 sobre o Juventude. Parecia ter a titularidade assegurada, até André reassumir o posto no jogo contra o Bahia. Com a lesão do parceiro, o camisa 90 ganha a chance quase exclusiva no comando do ataque. Mas terá de render, pois até o momento acumula três gols em 28 partidas em 2019.

Fonte: Globo esporte


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