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Após inúmeras mudanças de rival, Markus Maluko dispara: “Quero guerra! Estou na sede de lutar”

Markus Maluko espera acabar no próximo sábado com uma saga de quase um ano tentando retornar ao octógono mais famoso do mundo. Os motivos sempre estiveram alheios à sua vontade: um adversário se lesionou; outro teve problema com o corte de peso; ou a pandemia do novo coronavírus simplesmente cancelou o card. Na Ilha da Luta, em Abu Dhabi, o peso-meio-médio não vê a hora de entrar em ação e encarar o sul-africano e estreante no UFC Dricus Du Plessis.

– Quero guerra! Estou há sete meses treinando para lutar, estou na sede de lutar. Sou um cara que nasci para ser guerreiro. Meu pai já me deu o nome de Markus, e Markus significa “Deus da guerra”. Lá dentro vocês verão guerra – afirmou, em entrevista ao Combate, lembrando a origem do nome em Latim.
A última luta de Maluko foi em 16 de novembro de 2019, quando perdeu por decisão unânime para o compatriota Wellington Turman. Essa luta, segundo ele, foi emblemática por sido durante um período de problemas pessoais.

– Tecnicamente falando, não tenho muito o que dizer, porque foi uma luta onde tive problemas pessoais – que não gosto muito de falar -, e foi a primeira luta da minha carreira – de tudo que já lutei – onde não queria lutar. Entrei no octógono sem querer lutar. Tanto que quem me vê entrando no octógono já vê que não sou eu. Sou um cara divertido, alegre, gosto de trazer ânimo, e foi a primeira vez onde entrei emocionado por coisas que aconteceram pouco antes. Mérito do meu adversário, que levou bem a luta e ganhou, mas é uma luta onde não fui eu. Nem olho a luta porque não tem algo técnico onde posso dizer “poderia melhorar isso”, porque não era eu ali. Era psicológico.

Foi depois disso que o lutador paulista de 30 anos começou a saga para voltar ao cage. Ele enfrentaria Alessio Di Chirico em abril desse ano, mas o evento em Portland-EUA foi cancelado por conta da pandemia da Covid-19. Maluko foi escalado então para encarar Eric Spicely em 1° de agosto, em Las Vegas. O americano, no entanto, teve problemas com o corte de peso e não aceitou nem mesmo uma luta num peso-casado. O UFC chamou Charlie Ontiveros às pressas, mas ele foi vetado pela Comissão Atlética de Nevada. Na época, Maluko relatou o camp em conjunto com um trabalho na construção civil e como segurança no boate.

Uma semana depois de ficar fora do card em Las Vegas, Markus Maluko ganhou novo rival. Ele foi escalado para enfrentar Rodolfo Vieira no card do próximo sábado, já na Ilha da Luta. Quando a luta começava a ganhar os holofotes, principalmente com provocações de Maluko, Rodolfo teve uma lesão na costela. Foi aí que surgiu o nome de Dricus du Plessis, ex-campeão meio-médio do KSW.

– De forma religiosa, me acheguei mais a Deus por causa do sacrifício e das dificuldades que passei. Para mim, se não fosse por isso, poderia falar para você que foi o “inferno”, várias lutas caindo e precisando pegar o dinheiro. Agora, falo para você que foi um aprendizado, foi algo maravilhoso: “Ah, mas você não lutou, perdeu a bolsa”, mas tudo é um aprendizado. Só faço a minha parte, espero que Deus faça a dele, e estou bem e tranquilo. Se caísse essa luta, estaria tranquilo. Se tivesse que voltar a trabalhar na construção, voltaria de boa. Inclusive, nesse camp voltei alguns dias para trabalhar por vontade própria, porque gostei.

A respeito do adversário quatro anos mais novo, o brasileiro ressalta que apesar de ver em Du Plessis um lutador com noção de todas as áreas, em nenhuma delas consegue se destacar.

– Se você pegar um adversário completo, que tem tudo, eu já estava treinando para ele. Vinha treinando para um cara que era striker, depois para um grappler, e depois para um do jiu-jítsu. E agora para ele, que é completo em todas as áreas, mas não tem nada demais em nenhuma delas no final das contas (…). Ele é completo, troca em pé, tem um wrestling básico, e algumas finalizações no jiu-jítsu, mas faz de tudo um pouco e não faz tão bem. Ele vai levando a luta e isso para mim é muito bom, não gosto de cara que fica pressionando muito porque não dá espaço para você pensar, e ele é um cara que dá espaço. Vou ter espaço para fazer o meu jogo e colocar em prática, e trazer para a gente um nocaute ou finalização da noite.

Há nove meses morando na Flórida, onde treina na American Top Team, Markus Maluko espera que venha mesmo um bônus ao final do evento deste sábado. Quem sabe pode realizar um sonho…

– US$ 50 mil dólares não é qualquer coisa, a gente pode comprar uma casa! Para mim seria muto bom pelo momento (que vivo). Vim para isso.

O Combate transmite o “UFC Moraes x Sandhagen” ao vivo, na íntegra e com exclusividade neste sábado, a partir das 17h45 (de Brasília), com o “Aquecimento Combate”. O SporTV 2 e o Combate.com transmitem as duas primeiras lutas do card preliminar, e o site acompanha todo o evento em Tempo Real.

UFC Moraes x Sandhagen
10 de outubro, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi
CARD PRINCIPAL (21h, horário de Brasília):
Peso-galo: Marlon Moraes x Cory Sandhagen
Peso-pena: Edson Barboza x Makwan Amirkhani
Peso-pesado: Ben Rothwell x Marcin Tybura
Peso-médio: Markus Maluko x Dricus du Plessis
Peso-pesado: Tom Aspinall x Alan Baudot
Peso-pena: Youssef Zalal x Ilia Topuria
CARD PRELIMINAR (18h, horário de Brasília):
Peso-médio: Tom Breese x KB Bhullar
Peso-pesado: Chris Daukaus x Rodrigo Zé Colmeia
Peso-médio: Impa Kasanganay x Joaquin Buckley
Peso-galo: Ali Alqaisi x Tony Kelley
Peso-pena: Giga Chikadze x Omar Morales
Peso-galo: Tracy Cortez x Stephanie Egger
Peso-mosca: Bruno Bulldoguinho x Tagir Ulanbekov
Peso-galo: Thomas Almeida x Adversário a ser anunciado

Fonte: Globo esporte


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