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Arrascaeta desequilibra para um Flamengo conservador com pitadas de ousadia contra o Inter

Um Flamengo que ousou quando necessário, mas optou, acima de tudo, por fazer um jogo seguro e entra na última rodada como líder do Brasileirão. O ponto de desequilíbrio técnico atende pelo nome de Giorgian De Arrascaeta (além da decisão de Raphael Claus em expulsar Rodinei com auxílio do VAR).

O uruguaio teve uma atuação que não se restringe ao gol e assistência (o que já seria bastante). Em um Maracanã à flor da pele, com gritaria e nervosismo de parte a parte dentro e fora de campo, Arrasca fez valer a frieza que lhe é característica para decidir a favor do Flamengo.

O pênalti de Gustavo Henrique em Yuri Alberto deu contornos ainda mais dramáticos a um jogo onde o time comandado por Rogério Ceni não podia errar mais. Por sinal, é válido pontuar que, apesar de mais um erro fatal, o zagueiro manteve a cabeça no lugar e foi impecável dali em diante, com destaque para o jogo aéreo.

O Flamengo que tinha que virar a partida em nada lembrava a equipe agressiva e intensa da arrancada recente. Parecia jogar com o freio de mão puxado, provavelmente até mesmo para não se expor tanto ao veloz contragolpe colorado. A criatividade de Arrascaeta e o dinamismo de Gerson eram o desafogo e apontavam em uma direção: Rodinei.

Era ali, pelo lado esquerdo de ataque, que o Flamengo criava as melhores jogadas. E foi por ali que Filipe Luís serviu Bruno Henrique, que driblou Rodinei e cruzou para o gol de Arrascaeta. Tudo igual em um primeiro tempo equilibrado no Maracanã, por mais que o Rubro-Negro tivesse mais posse.

Na volta do intervalo, um jogo totalmente diferente e ainda mais tenso. Com Rodinei expulso aos três minutos, Rogério Ceni foi para o tudo ou nada: tirou Isla, abriu Ribeiro pela direita e colocou Pedro. Previsão de avalanche rubro-negra. Certo? Errado.

Flamengo x Internacional
Posse de bola: 59% x 41%
Finalizações: 10 x 12
Passes trocados: 447 x 302
Escanteios: 1 x 4
Faltas cometidas: 21 x 14

O Inter soube quebrar o ritmo do jogo e ocupar espaços. O Flamengo chegava pouco ao gol de Marcelo Lomba e ainda se preocupava com a defesa. Rodrigo Caio e Diego saíram lesionados, Ceni apostou nos jovens Natan e Gomes. E Arrascaeta botou a bola “debaixo do braço” para decidir.

– É um jogador fundamental. É o jogador talvez de maior visão de jogo, criação. É um 10 de origem, que às vezes joga pelo lado, às vezes joga pelo centro, de fora vindo para dentro, muitas vezes deixando o Bruno por dentro e ele abrindo. Teve frieza para fazer o gol, teve frieza para dar uma assistência que é bem tradicional, esse facão do Gabriel.

“É um jogador diferenciado, das grandes jogadas. Ele tenta muito. Erra algumas, como quem faz as jogadas mais difíceis. Completa mais um gol, mais uma assistência, mostra ser um jogador importante. Vem algumas vezes com dores no joelho, fica alguns treinamentos fora, mas se entrega no máximo que pode, no limite que pode – definiu Rogério Ceni”
O uruguaio descolou um lindo passe para Gabriel, que iniciou a jogada e fez o facão para receber dentro da área. O toque na saída de Lomba foi certeiro: sexto jogo consecutivo do atacante marcando gols.

Restavam 30 minutos, e o Flamengo tirou as fichas da mesa e passou a ser conservador. A defesa foi recomposta, a bola ficou com o Inter e a expectativa era de matar o jogo em contragolpes.

As 12 finalizações contra 10 do Flamengo mostram o quanto o Inter se mandou na busca pelo empate que manteria a liderança. E a defesa rubro-negra mais uma vez respondeu bem ao cenário.

As lágrimas de Gustavo Henrique ao apito final não foram à toa. Exigido ele foi, assim como todo setor defensivo de um Flamengo que está a três pontos do oitavo título do Brasileirão.

Fonte: Globo esporte


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