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Athletico sai de lista da CBF e perde o certificado de clube formador pela primeira vez

Pela primeira vez desde a criação da lista em 2012, o Athletico ficou fora dos clubes que possuem o certificado de clube formador, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A lista foi atualizada no início de abril e possui 28 clubes. Entre os clubes paranaenses, apenas o Coritiba segue certificado. (veja a lista completa no fim da matéria)

A CBF não informa o motivo da exclusão da certificação. Através da assessoria de imprensa, ela apenas informa que o Athletico não preencheu todos os requisitos necessários. Procurado pelo ge, o Furacão não se pronunciou.

Para estar na lista é preciso seguir a Lei Pelé, que possui requisitos como: programa de treinamento esportivo e escolar; transporte; laudos, licenças ou alvarás atualizados; assistência médica, psicológica e odontológica; boa condição de alimentação, higiene, segurança e salubridade nas instalações do CT e alojamento, entre outros.

A certificação da CBF tem a duração de um ano, renovável para o mesmo período. Até dois anos atrás, a CBF dividia o CCF em categorias A e B, independente da divisão, mas unificou e padronizou o processo.Alguns dos benefícios para o clube formador com certificado são:

o direito de assinar o primeiro contrato profissional com o atleta e a preferência na renovação;
garantia legal para evitar o aliciamento de terceiros e abandono intencional do atleta;
receber todos os investimentos na formação se não assinar o primeiro contrato por oposição do atleta ou quando ele se vincular a outro clube sem autorização do clube formador.
Vale destacar que a falta do certificado de clube formador não impede que o Athletico faça contratos com atletas da base. A diferença é de que o clube não terá direito às indenizações previstas na Lei Pelé e dos benefícios do CCF.Curiosamente, a saída do Athletico acontece em um momento que o clube tem se destacado nacionalmente pela formação e transferência de atletas. Em 2019, o Furacão teve uma receita líquida de quase R$ 100 milhões em vendas, com o lateral Renan Lodi e o atacante Pablo, ambos formados no CT do Caju.

Já no ano passado, mais quatro negociações volumosas: Léo Pereira (5 milhões de euros), Robson Bambu (8 milhões de euros), Bruno Guimarães (20 milhões de euros) e Rony (6 milhões de euros).

Fonte: Globo Esporte


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