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Colby Covington promete mandar Tyron Woodley para o hospital no UFC de sábado: “Vai ser violento”

Quando Colby Covington tem um microfone à sua disposição, poucos saem ilesos da sua metralhadora giratória de provocações. Em entrevista exclusiva ao Combate, o falastrão deixou claro que a luta contra Tyron Woodley, a principal do UFC do próximo sábado, não será uma luta comum, e sim temperada por muita rivalidade entre dois atletas que definitivamente não gostam um do outro.

– Vai ser uma luta muito violenta. Eu prometo que vou mandá-lo para a emergência no hospital. Provavelmente o colocarão em uma maca quando sair do octógono, porque eu vou machucá-lo de verdade. Vou arrancar cada célula que há no seu cérebro. Ele estará motivado para essa luta, que vai ser muito intensa e muito carregada de emoções. De um lado, eu, que apoio o presidente. Do outro, ele, que apoia o comunismo. Eu apoio o capitalismo, e ele é um liberal. Eu sou republicano. Sou vermelho contra o azul. Vejo muita rivalidade nessa luta, muita animosidade. Não é uma rivalidade fabricada. São dois caras que se odeiam e que querem mandar um ao outro para o hospital.

Perguntado se seu estilo de luta é similar ao de Woodley, Covington garantiu que não existe nenhum termo de comparação. Para ele, Woodley tem poucos momentos de explosão, enquanto sua resistência física é superior a de qualquer outro atleta da categoria.

– Essa comparação é uma mentira. Ele é um atleta explosivo, mas não tem uma preparação física monstruosa como a minha. Não é à toa que me chamam “Rei do Gás”. Ninguém consegue acompanhar o meu ritmo. Tenho um dom de Deus de estabelecer um ritmo de luta que ninguém consegue aguentar. Sou um lutador completamente diferente dele. Eu tenho volume de luta, e ele gosta de explodir com um ou dois socos para tentar o nocaute. Mas ele não vai aguentar o meu ritmo. Vou afogá-lo e acabar com ele em cinco rounds.

Confira mais trechos da entrevista:

Nova equipe com técnicos brasileiros
– Estou melhor que nunca. Meu treinamento foi ótimo. Estou treinando na “Colby Covington Inc.” agora. Não faço mais parte de uma equipe. O problema das equipes é que fazemos um esporte individual, e quando você está em uma equipe, precisa dividir os treinos com outras pessoas. Mas o principal é que eu não quero colocar meus treinadores e parceiros de treino em uma posição na qual as pessoas venham até eles para reclamar. Podem ser os fãs brasileiros, ou pessoas que não concordam com o meu posicionamento político, porque eu apoio o presidente dos EUA. Estou na minha própria equipe. Contratei dois ótimos técnicos do Brasil. César Carneiro, que é um grande técnico de kickboxing – eu melhorei muito sob a tutela dele. E Daniel Valverde, que transformou completamente meu jogo de chão e o meu judô. Eu não sou mais parte do time. Eu criei o meu time, porque o MMA é um esporte individual, e eu sou uma empresa individual. Não quero colocar sobre eles a pressão de fazer parte das suas equipes, porque eu sou um maluco. Eu faço e falo muitas coisas, e não quero fazê-los ter de tomar uma decisão no futuro. Hoje eles são meus treinadores, e eu me sinto honrado e abençoado por tê-los comigo. Vocês verão o melhor Colby Covington de todos os tempos. A versão 2.0 está chegando no sábado.

Rivalidade com Jorge Masvidal
– Com certeza, essa foi a razão pela qual Dan Lambert, dono da minha antiga academia, teve de decidir pela minha saída. Ele recebia muitas reclamações de lutadores que tinham inveja e ciúmes. Ele não queria ter problemas com, sei lá, 50 outros lutadores do UFC por causa de um outro lutador, que era eu. Agora estou feliz por ter o meu próprio time. Se alguém tiver alguma reclamação, tem que falar diretamente comigo. Tem algum problema? Me encontre no octógono do UFC, Jorge Masvidal.

Cinturão BMF de Masvidal
– Como ele pode ter um cinturão? Em primeiro lugar, é um cinturão de “honra ao mérito”. Em segundo lugar, ele perdeu sua última luta. Como ele tem um cinturão se perdeu a luta? Mas eu gostaria de lutar com ele e resolver esse problema, porque, sejamos sinceros, ele falou muita besteira, disse que faria uma porção de coisas comigo. Beleza. Se você fala tanto, que tal fazer alguma coisa? Vamos fechar o octógono e ver quem é o mais durão. Mas ele não é nada além do Judas das Ruas, um lutador comum com 15 ou 16 derrotas no cartel. Não foi à toa que Tyron Woodley o levou para os seus treinos. Ele quer aprender a perder para mim. Tudo que Jorge sempre fez foi apanhar de mim. Ficou claro que Woodley pediu sua ajuda para isso.

Nova disputa de cinturão com Kamaru Usman

– Eu acho que mereço uma nova disputa de cinturão, mas ninguém sabe o rumo que o UFC tomará. Houve muita controvérsia naquela luta contra “Marty Fakenewsman”. Eu deveria ter acabado com ele várias vezes. Eu o chutei no fígado e ele estava pronto para desistir, mas alegou que o chute foi um golpe baixo. Mostraram o replay e ficou claro que foi um chute no fígado, e não na região genital. Deveria ter sido nocaute técnico a meu favor. Depois ele fingiu ter recebido uma dedada no olho direito. Ele estava com a mão em um olho, mas o toque teria sido no outro. Houve muitas polêmicas, como a interrupção precipitada. Eu ainda estava na luta. Disse a Marc Goddard quando estava no chão que eu estava bem, para que ele não parasse a luta. Ele interrompeu a luta e eu protestei: “O que você está fazendo? Ainda faltam 30s!” Nós lutamos por 25 minutos e não soubemos o que os juízes viram. Depois vimos que os juízes me deram três rounds contra um para ele. Eles precisam marcar uma nova luta, porque aquela foi uma mentira. Quero minha revanche, ou uma luta contra o “Judas das Ruas” Jorge Masvidal.

Provocação a Gilbert Durinho
– Quem ele vai enfrentar? Burns? Gilbert Burns? Nunca ouvi esse nome na minha vida. Acho que “Marty Fakenewsman” vai enfrentar um cara de quem eu nunca ouvi falar.

Fonte: Globo esporte


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