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Com covid, Thiagus Petrus espera teste negativo na sexta para ir ao Egito jogar Mundial de handebol

Um dos líderes da seleção brasileira de handebol, Thiagus Petrus testou positivo para covid-19 e não embarca nesta quarta-feira com a equipe que disputa o Mundial do Egito. A estreia do Brasil é na sexta, contra a Espanha. No mesmo dia, o ex-capitão da seleção vai fazer um novo teste, em Rio Maior, em Portugal, onde a seleção está concentrada. Se der negativo, o jogador do Barcelona diz que já pretende se reencontrar com os companheiros para a disputa do Mundial. Petrus falou sobre a competição e a infecção pelo novo coronavírus no podcast Rumo ao Pódio, desta semana, no ge.

– Eu já perdi as contas de quantas vezes eu testei desde que a gente voltou a treinar, em agosto. Toda semana, uma ou duas vezes, a gente testava. Jogamos o Final 4 da Champions League em dezembro e testamos lá também. Voltamos, cheguei em Portugal, testamos, fiquei isolado até dar o resultado negativo dia 6, testei de novo e dei negativo. Aí quando deram os primeiros positivos na seleção a gente se afastou. Dia 7 ou 8 tive um pouco de tosse. O protocolo sempre foi afastar todo mundo, deixar apenas quem já teve covid treinando mais livre. Então, ontem (terça, dia 12) fiz o exame para viajar ao Egito e deu positivo – explica Petrus no podcast.

Thiagus Petrus e o técnico Marcus Tatá testaram positivo para a covid nesta terça-feira e não viajaram viajar com o restante da delegação nesta quarta para o Egito. Ao todo o grupo tem sete infectados com o novo coronavírus. A comissão técnica optou por não convocar um substituto para Petrus, postura diferente da adotada na véspera em relação ao goleiro Ferrugem, para cuja a vaga Bombom, do Toulouse, foi chamado. Os auxiliares Giancarlos Ramirez e Leonardo Bortolini assumirão o comando do time.

– Hoje já estou treinando a parte física, no espaço que a gente pode, para não perder a forma, e se no próximo exame, dia 15, ou nos próximos que eu fizer, der negativo e ainda puder ir ao Mundial eu vou para lá para ajudar a seleção – afirmou Petrus, que é considerado um dos melhores defensores do mundo.

Desde o último dia 28 de dezembro a seleção brasileira está reunida na cidade portuguesa de Rio Maior, isolada em uma bolha no centro de treinamento que tem parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). Os brasileiros embarcariam na última sexta-feira, mas os casos positivos alteraram a programação. Nos últimos dias, os brasileiros fizeram apenas treinos individuais para evitar espalhar o vírus na equipe. Os amistosos contra o Egito (no sábado) e contra o Bahrein (nesta segunda) foram cancelados.

Reunir atletas de 32 países em meio à pandemia é o desfio dos organizadores do Mundial do Egito. Por ser a primeira grande competição da pandemia, o Mundial do Egito é observado de perto pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que vai analisar a eficiência das medidas contra os coronavírus. O alemão Thomas Bach, presidente do COI, confirmou presença na competição. Para garantir a segurança dos atletas, o Mundial de handebol vai seguir o exemplo da bolha da NBA. Alguns hotéis do Egito foram destinados exclusivamente às equipes participantes. Para viajar ao Egito, todos precisam de um teste negativo do tipo PCR até 72 horas antes do embarque. As seleções são recebidas com medição de temperatura e um novo teste PCR. Quem está na bolha precisa repetir o teste PCR a cada 72 horas. Assim, a organização do Mundial prevê a realização de 20 mil testes do tipo PCR.

Antes do Mundial, uma polêmica foi formada em torno da presença de torcedores. Os jogadores se posicionaram por uma competição com portões fechados. Quatro jogadores alemães pediram dispensa (Hendrik Pekeler, Steffen Weinhold, Finn Lemke e Patrick Wiencek). Três vezes eleito o melhor jogador do mundo e atual campeão mundial e olímpico, o dinamarquês Mikkel Hansen também cogitou cancelar a ida ao Egito. A organização do Mundial já havia reduzido a presença dos torcedores a 20% da capacidade das arquibancadas, mas os jogadores não ficaram satisfeitos. A Comissão de Atletas da União Europeia de Handebol (EHF) enviou uma carta à IHF pressionando para que os jogos do Mundial sigam as regras de segurança das partidas que estão sendo realizadas na Europa, com portões fechados. Às vésperas da estreia da competição, a IHF cedeu à pressão.

– Sou a favor à realização do Mundial desde que eles garantissem a segurança de atletas, da comissão, de todos participantes. Sou a favor desde que esteja tudo perfeito. Não pode ter erro, porque se tiver erro vai causar um estrago muito grande. Se tem tudo sob controle, sou a favor. Se não tiver, sou contra. A questão do público, nunca fui a favor. Semana passada a Associação Europeia de Jogadores, mais Brasil e Chile, fizeram um abaixo-assinado contra o público e isso deve ter ajudado – diz Petrus.

Fonte: Globo esporte


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