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Conca encerra “sonho fantástico” no futebol e mira futuro no golfe

Vinte anos de carreira, mais de 600 jogos no currículo e uma história com capítulos intensos no Brasil. Nesta terça, aos 35 anos – a menos de um mês de completar 36 -, Darío Conca encerra a vida profissional como jogador de futebol (assista ao vídeo acima).

– Eu tomei a decisão de parar de jogar futebol profissionalmente. Eu já vou fazer 36 anos, é o momento para eu fazer outras coisas, ter novos projetos na minha vida. O futebol me deu muito, eu amo essa carreira, foi fantástica para mim, mas hoje penso que é o momento certo para eu parar – revelou o jogador em entrevista exclusiva ao GloboEsporte.com.

Tigre, River Plate, Universidad Católica, Rosario, Vasco, Fluminense, Guangzhou, Shangai SIPG, Flamengo e, finalmente, o Austin Bold, dos Estados Unidos. Livre das lesões, a decisão de encerrar o ciclo, tomada de forma individual, passou por dois motivos: o sentimento de realização pessoal no futebol e a vontade de viver novos projetos.

– A gente vive 24h o futebol. E eu já sentia que queria fazer outras coisas, outros projetos. Futebol exige muito, durante tanto tempo o que fiz na minha vida foi jogar futebol, de me preocupar, me cuidar, tentar fazer o melhor.

– Hoje não estava com aquilo tudo de só pensar no futebol. Ele me deu muito, sou muito grato por tudo, consegui fazer uma carreira, ter reconhecimento. Me deu a possibilidade de cumprir meu sonho de criança, com toda minha família envolvida atrás desse sonho. Fico feliz quando sinto que começou como um jogo e depois você já tem responsabilidade. Faz parte da minha vida, me dediquei 100% à essa carreira magnífica, fantástica, mas que uma hora acaba.

O próximo passo é, no mínimo, curioso. Conca segue a vida no esporte, mas vai trocar a bola de futebol por uma bem menor. Ainda nos Estados Unidos com a esposa Paula e os filhos Benjamin e Bryan, a nova aventura é o golfe.

– Já comecei a fazer um curso de golfe, sempre tive vontade de jogar, de descobrir novos esportes. (O golfe) sempre me chamou atenção, hoje tenho mais tempo para me dedicar, para fazer uma coisa que me motive a me superar (…) Acho que começo a jogar de brincadeira, né? Quero jogar golfe (risos). Acontece com todo jogador, a gente sente aquela vontade de competir, de querer sempre cada dia chegar e melhorar. Vamos começar como uma brincadeira, como mais um esporte. Depois vamos vendo… Vou tentar dar o máximo, me preparar, treinar e depois vamos ver até onde dá para chegar.

Sem segurar a risada, o argentino revela que a reação dos amigos ao novo desafio na vida é engraçada. Além de tudo, o desempenho no golfe ainda está longe do ideal, mas a ambição é grande.

– Quando eu conto (que quero jogar golfe) as pessoas falam, ‘você tá maluco, você não vai conseguir’ (risos). Todo mundo sempre fica rindo. “Você não bate nada, bate no chão”, as brincadeiras sempre. (Meu nível no golfe) hoje é baixo (risos). Estou no começo, treinei um pouco no Rio, vim para os EUA e fiz alguns cursos que ajudam muito. Começar tudo do zero. Bom para eu conseguir entender melhor o esporte. De fora a gente vê e parece que é fácil, é chegar, entrar e jogar, mas tem que cumprir algumas regras.

Fonte: Globo esporte


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