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Convite de site pornô e martelada na mão: excêntrico quarterback dos Jaguars vira febre na NFL

Gardner Minshew está conquistando o coração dos fãs da NFL de forma muito rápida. Obviamente, o desempenho em campo tem parte importante nisso. Mas além disso, Minshew é um sucesso fora dos gramados, por conta do estilo excêntrico, das manias e de histórias, digamos… curiosas.

A ascensão de Gardner é meteórica, até mesmo se levar em consideração os tempos de universidade. Após dois anos de pouco destaque, teve excelente temporada em 2018, por Washington State. O suficiente para ser draftado na sexta rodada pelos Jaguars. Chegou para ser reserva de Nick Foles.

Mas a lesão do camisa 7 criou a brecha que Minshew precisava e ele não decepcionou, em três partidas, duas como titular, venceu apenas uma, mas vem evoluindo em produção e dando esperança ao time dos Jaguars. Tanto dentro, quanto fora de campo, Gardner Minshew II ganhou os corações dos fãs da NFL e agitou a cidade de Jacksonville.

O estilo exótico somado ao sucesso que o quarterback vem fazendo, lhe renderam, por exemplo, uma proposta de patrocínio milionária… e inusitada. Um site de conteúdo pornográfico ofereceu R$4 milhões para patrocinar o jogador e fazer dele um embaixador da linha de brinquedos eróticos da empresa. Apesar do valor tentador, o jogador recusou a oferta.

Autoflagelo
Antes de tudo, Gardner Minshew é um cara apaixonado pelo futebol americano e faz de tudo para cumprir o sonho de jogar na NFL. De tudo mesmo. Até mesmo martelar a própria mão para provocar uma lesão, ganhando um ano a mais no futebol americano universitário para ter chance de ser titular.

A história aconteceu quando Minshew chegou transferido à universidade de East Carolina. Lá tinham dois quarterbacks mais experientes que ele, então ele pensava que não jogaria no primeiro ano, apenas treinaria, e ganharia mais uma temporada no futebol americano universitario podendo ser titular pelas três seguintes.

Isso era o que acontecia, até a semana quatro quando um deles se tornou running back e o outro sofreu uma concussão. Minshew virou titular por meio de jogo e poderia perder praticamente um ano de experiência por isso jogando apenas duas temporadas completas. O que fazer?

“Eu tive uma ideia. Cheguei em casa, peguei uma garrafa de whisky e um martelo. Fui para o meu quarto, tomei um gole, coloquei a mão na mesa e BOOM! Martelei três vezes. Eu fiquei tremendo, mas sabia que não estava quebrada, então pensei: ‘Deus, vamos lá’. Tentei novamente, um gole e mais três golpes. Ainda nada. Eu estava tremendo muito nesse momento. Sabia que não estava quebrada, então tentei de novo, foi o meu limite. Eu não fui capaz de quebrar a minha própria mão. Ela ficou inchada alguns dias e eu disse aos treinadores que tinha prendido na porta do carro”, contou o quarterback ao podcast “Pardon My Take”.
Gardner acabou jogando sete partidas naquela temporada e mais 10 na seguinte. Em 2018, se transferiu para Washington State para fazer o último ano, onde virou um astro.

Bigode e excentricidades
Se dentro de campo Minshew se destacou pela precisão e eficiência nos passes, tem 73,9% de aproveitamento de passe na temporada da NFL, fora dele o estilo e as manias “esquisitas” são as marcas registradas do atual titular dos Jaguars. O próprio jogador já falou sobre as coisas estranhas que faz, como, por exemplo, alongar usando apenas uma tanga e uma bandana.

– Exercitar com uma bandana e uma tanga, é bem estranho. Usar uma roupa estilo discoteca antes de um jogo decisivo, também é bem esquisito. Ter um bigode é bem esquisito – brincou o próprio Gardner Minshew.

A roupa estilo discoteca, usada e citada pelo quarterback, foi um dos principais motivos que fizeram ele se tornar um fenômeno nas redes sociais, ainda no final de 2018. A partida foi o Alamo Bowl, que os Cougars conquistaram ao bater Iowa State por 28 a 26, com direito a dois touchdowns passados e um corrido do quarterback.

O bigode, inclusive, se tornou um símbolo do jogador e virou febre entre os fãs. Desde a época em que jogava na universidade de Washington State, muitos torcedores foram vistos nas arquibancadas usando bigodes falsos.

Quase desistência
Antes de chegar à universidade de Washington State, em 2018, onde se destacou o suficiente para ser selecionado no draft da NFL, Gardner Minshew quase desistiu da carreira de jogador para se tornar treinador.

Ele recebeu uma proposta de Alabama para ser o quarterback reserva por um ano e depois fazer parte da comissão técnica de Nick Saban, um dos melhores treinadores do futebol americano universitário. Mas o treinador de Washington State, Mike Leach, fez uma proposta irrecusável por telefone: “Quer ser reserva ou liderar o país em jardas aéreas em 2018?”

“Eu tenho muito respeito por aquela comissão técnica [Alabama] . Eu realmente quero virar treinador, eventualmente, e ir para lá é como estar na Harvard da formação de treinadores. Então, sim, foi difícil recusar. Meu objetivo desde criança era jogar na NFL, eu tinha que correr atrás desse sonho. A carreira de treinador pode esperar”, contou o jogador.

Na NFL, Minshew estreou em meio a uma partida contra o Kansas City Chiefs, um dos melhores times da liga, após a lesão do titular Nick Foles. Na semana seguinte, quase arrancou uma vitória contra o Houston Texans, perdeu por 13 a 12 após o treinador arriscar uma conversão de dois pontos nos minutos finais.

A glória veio na terceira rodada, contra o Tennessee Titans. Vitória por 20 a 7, com direito a dois passes para touchdown, 204 jardas aéreas e aproveitamento de 66,7% dos passes. Na semana 4, Minshew terá teste de fogo contra o Denver Broncos, neste domingo (29) para seguir atrás do sonho que quase foi interrompido.

Fonte: Globo esporte


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