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Cruzeiro e Dedé se encontram em audiência na Justiça: “Conciliação recusada”, diz a ata

A audiência entre Cruzeiro e Dedé, na 48ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, terminou sem acordo. O encontro foi na manhã desta quarta-feira. O zagueiro acionou o clube na Justiça, em janeiro passado, cobrando R$ 35 milhões e requerendo a rescisão indireta do contrato.

Na sessão desta quarta, o Cruzeiro ressaltou que o melhor local para acordo é no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), e protestou a audiência de hoje ter sido antecipada, já que estava marcada para o segundo semestre do ano.

O Cruzeiro destacou que o desembargador Paulo Maurício designou, “com urgência, audiência de conciliação no CEJUSC 2ª Instância, local apropriado para tentativa de composição entre as partes. A reclamada reitera seu inconformismo quanto à realização da presente audiência, respeitosamente, em razão de prazo de manifestação em curso sobre o laudo pericial, e resguarda seu direito de produção de prova oral, caso necessário, após finalizada a respectiva prova pericial”.

O representante de Dedé solicitou o fim da instrução para que Dedé possa voltar a jogar:

“Requeremos que seja encerrada a instrução, porque não houve proposta pelo Cruzeiro, vez que a questão da conciliação determinada pelo Desembargador Paulo Maurício, nem há data para realização. O agravo interno está desde o mês de março aguardando ser marcada audiência com a turma, sem prosseguimento. Requer o encerramento da instrução, para que o profissional possa voltar a trabalhar’.

O procurador de Dedé requereu ainda aplicação de pena de confissão ao Cruzeiro e pediu uma nova apreciação da liminar para que o atleta seja liberado a atuar:

“A aplicação da pena de confissão à reclamada, pelos fatos desconhecidos pelo preposto, e por este não saber se o reclamante está inscrito no Campeonato Brasileiro, não saber sobre os salários em atraso e o desconhecimento do pagamento do FGTS. Ratificamos que seja apreciada novamente a liminar para que o atleta seja liberado para atuar”.

O Cruzeiro se defendeu alegando que o pedido de rescisão de contrato com o zagueiro foi feito quando Dedé estava inapto para jogar futebol:

“O presente requerimento de confissão ficta é inútil, a essa altura, pois a discussão de direito ainda prevalece, ou seja, o pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho fora formulado quando o atleta não se encontrava apto para a prática desportiva, o que foi confirmado pela prova pericial ainda não completa. Portanto, por se tratar de matéria de direito, requer a continuidade do feito com a preservação de todos os atos processuais a serem praticados pelas partes.”

O juiz da 48ª Vara marcou a audiência de encerramento e apreciará os requerimentos e considerações das partes em sentença.

A disputa na Justiça
Dedé acionou o clube na Justiça do Trabalho em janeiro passado, cobrando R$ 35 milhões e pedindo a rescisão do contrato. Em fevereiro, conseguiu uma liminar para a rescisão do contrato com o Cruzeiro. Ela foi cassada em instância superior após um mandado de segurança do clube. Um dos argumentos foi a “evidência de que o atleta estava inapto ao trabalho”.

Uma perícia médica, então, foi determinada pela Justiça para comprovar a “capacidade laboral” do jogador. O laudo, anexado ao processo trabalhista contra o Cruzeiro, atestou a volta do defensor aos treinos. Porém, o retorno aos jogos depende do desempenho nesses treinamentos.

Com esse laudo, Dedé entrou com novo pedido de liminar na 1ª instância. Porém, o juiz destacou que o caso deveria ser avaliado pela 2ª instância, que acolheu o mandado de segurança do Cruzeiro e marcou uma tentativa de acordo no CEJUSC (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania).

Dedé não entra em campo desde outubro de 2019, quando lesionou o joelho na partida contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. Ele passou por cirurgia fora do clube celeste.

Fonte: Globo Esporte


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