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Da favela de Bangu para a Arena: conheça mais sobre Marllon, novidade no Corinthians de Carille

Novo titular da defesa do Corinthians neste início de temporada, o zagueiro Marllon é mais um caso de jovem negro e morador de favela que venceu na vida por meio do esporte. E que se orgulha muito disso.

Natural da comunidade Senador Camará, em Bangu, no Rio de Janeiro, o jogador conta que virou jogador de futebol pelos cuidados e ensinamentos de sua família.

– Nasci em Bangu, numa favela praticamente, e sempre fui um cara que correu atrás dos sonhos. Minha infância foi muito tranquila, tive uma estrutura familiar muito boa, eles me orientavam, me tiravam dos maus caminhos. Tenho um enorme carinho pelo lugar que cresci, vou lá até hoje, minha família vive lá. Não vou deixar de frequentar nunca – disse o camisa 13 do Timão.

Aos 26 anos, Marllon já rodou bastante no futebol. Na base, começou no Fluminense, passou pelo Estácio de Sá, chegou ao Cruzeiro quando tinha cerca de 15 anos, mas despontou no Flamengo, onde chegou na idade júnior e foi até campeão da Copa São Paulo como titular em 2011. Uma frustração? Nunca ter atuado pelo Bangu.

– Nunca tive o prazer de jogar lá, é o time que eu torço. Não ia a jogos porque dificilmente ficava em casa quando garoto, mas sempre que está passando jogo eu assisto. Tenho amigos jogando no clube. Não tem como torcer para outro time em Bangu, quero ver meu Banguzinho lá em cima – afirmou.

Marllon chegou ao profissional do Flamengo em 2012, mas não teve grande sequência. Em 2013, pediu rescisão e rodou por clubes como Rio Claro, Santa Cruz e Capivariano. O bom trabalho no interior de São Paulo levou o jogador para o Atlético-GO em 2015. No ano seguinte, foi um dos pilares defensivos do título da Série B pelo clube goiano com o técnico Marcelo Cabo.

De volta ao futebol paulista, o zagueiro atuou na Ponte Preta em 2017. Mesmo rebaixado, chamou a atenção da diretoria do Corinthians e, em fevereiro do ano passado, chegou ao Corinthians.

– Essas experiências que tive em clubes menores foram importante para eu jogar. Joguei bastante no Rio Claro e no Capivariano, fui campeão da Série B no Atlético-GO, tive a experiência na Ponte. Quanto mais você joga, mais ligado fica dentro de campo – destacou.

A primeira temporada de Corinthians, porém, foi de poucos jogos e muito aprendizado. Reserva de Balbuena, Henrique, Pedro Henrique e Léo Santos, ganhou mais espaço no segundo semestre e somou quatro partidas.

Neste ano, foi reserva no amistoso contra o Santos e titular no empate por 1 a 1 diante do São Caetano, na estreia da equipe em jogos oficiais em 2019. Nesta quarta, contra o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa, seguirá entre os titulares. E assim quer permanecer.

– Seria difícil para mim chegar e jogar em 2018 pela concorrência. Respeitei todos e tive um ano de evolução imensa. Melhorei muita coisa, me adaptei ao esquema (linha de quatro), sou muito grato pelo ano que tive. Agora em 2019 venho treinando forte e a comissão técnica viu minha evolução, decidiu me dar oportunidade. Espero ter continuidade para fazer um bom ano – projetou.

Fonte: Globo esporte


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