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De volta ao Inter, D’Alessandro divide coração e põe à prova “lei do ex” contra o River

Entre os 22 que entrarão em campo para o duelo entre Inter e River Plate, às 19h15 desta quarta-feira, jogador nenhum viverá momento mais especial – e nervoso – tal qual D’Alessandro. Apesar do elo com o clube argentino, onde apresentou seu talento ao mundo, vestirá o manto colorado para defender a equipe pela qual vive uma década de idolatria. E ainda desafiará a “lei do ex”, aquela que (quase) nunca falha.

– São duas equipes muito parecidas. Primeiro as cores, vermelha e branca. Fazem parte da minha vida. É emocionante e mexerá comigo, sem dúvida alguma. Dentro do possível, tentarei me manter concentrado no jogo. Será muito importante – disse o camisa 10 colorado em entrevista na terça-feira.D’Ale já colocou à prova por três vezes a chance de anotar um gol contra o clube que iniciou a carreira. Há 11 anos, defendeu o San Lorenzo. Acumulou uma vitória, um empate e uma derrota em jogos contra o River.

Nas oitavas de final da Libertadores de 2008, orquestrou o 2 a 2 em pleno Monumental de Núñez que classificou o time do Papa. Não balançou as redes, mas deu a assistência para o gol de empate. Não deixou de vibrar com a passagem de fase.Ele nem sabia o que viria depois. Foi a partir do desempenho naquela eliminatória que o então assessor de futebol Fernando Carvalho arquitetou a contratação do jogador que marcaria época no Beira-Rio. Oitenta dias depois, teve início a história de amor entre D’Alessandro e Inter.

Nesta quarta, o argentino terá mais uma oportunidade de fazer jus à “lei do ex”, com o estímulo de ser preparado exclusivamente para a partida. Recuperado de um edema na coxa esquerda, o camisa 10 deve aparecer na escalação de Odair Hellmann. Avisou que fará de tudo pela vitória colorada. Porém, não irá comemorar se marcar.

– O Inter merece todo meu respeito. Estou no clube há 11 anos e merece meu melhor. Que eu faça o impossível para ganhar. Mas, se fizer um gol, não vou comemorar. É claríssimo – afirmou ao longo dos 45 minutos de papo com os jornalistas brasileiros e argentinos.Só que, em campo, será preciso descolar a imagem do menino criado nas categorias de base do time no qual ganhou projeção mundial. O próprio jogador admitiu que torceu contra as bolinhas do sorteio da Libertadores, em dezembro. Mas o destino colocou seus principais clubes frente a frente.

O confronto desta noite passa também pelo lado mental de D’Alessandro. O esquentado meia precisará lidar com suas emoções ao longo de 90 minutos. Do lado oposto do seu querido Inter estará o não menos afetivo River. Clube pelo qual foi gandula, passou por todas as categorias de base e, inclusive, estudou. É como se o histórico jogador de 37 anos fechasse os olhos e visse um filme de sua vida.

– Eu passei praticamente 15 anos da minha vida no (estádio) Monumental. Fiz escola lá. Tive momentos que foram difíceis. Houve muito esforço, dedicação, vontade para virar profissional. Passei por muitas barreiras pelo caminho, mas o River sempre deu todo o suporte. Sou muito grato. Não posso não falar do Inter, mas tudo começou no River – lembra.O retorno a Núñez em 2016, para ser comandado justamente por Marcelo Gallardo, aumentou essa ligação. D’Ale fala com carinho do treinador e do presidente Rodolfo D’Onofrio. Nomes como Leonardo Ponzio e Nacho Fernández, com quem já atuou, além de antigos parceiros, como Germán Lux, estão do outro lado.

Ou seja, nesta quarta, D’Alessandro não apenas liderará o Inter, com sua garra e talento. A camisa branca com faixa vermelha será adversária por 90 minutos. E poderá colocar o Colorado mais perto das oitavas de final. Após o apito final, o coração terá espaço aos dois clubes uma vez mais.

Fonte: Globo Esporte


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