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Dia mundial do judô: desempenho nas Olimpíadas de Tóquio gira em torno da liberação de Rafaela Silva

Nesta quarta-feira, dia 28 de outubro, é comemorado o Dia Mundial do Judô, em homenagem à data de nascimento de Jigoro Kano, o “pai” da modalidade. E o Brasil pode ser considerado uma das cinco maiores potências deste esporte, ao lado de Japão, França, Rússia e Coreia do Sul.

Mas, apesar do importante número de 22 medalhas olímpicas na história, a modalidade brasileira que mais vezes foi ao pódio, o momento não é exatamente positivo para a seleção nacional.

A projeção de desempenho para o Brasil nas Olimpíadas gira em torno de Rafaela Silva, atual campeã olímpica, que está suspensa por dois anos das competições por conta de um caso de doping. Ela está recorrendo na Corte Arbitral do Esportes(CAS) para reduzir a pena e poder competir em Tóquio. Com ela liberada, além da ótima chance de pódio em sua categoria, também aumentaria muito as chances de medalha por equipes.

Atualmente são cinco as chances claras de medalha do Brasil: Mayra Aguiar, Rafaela Silva, a competição por equipes, e os pesados, tanto no masculino como no feminino, que ainda não definiram os representantes, mas que têm nomes entre os melhores do ranking mundial.

Historicamente, quando um país chega com cinco boas chances de pódio, conquista entre duas e três medalhas, já que o judô é um dos esportes mais equilibrados do programa olímpico.

É claro que nas outras dez categorias o Brasil deve ter representantes e pode sim brigar pelo pódio. Mas nenhum desses nomes chegará como grande candidato, e sim brigando por fora pela medalha, como são os casos principalmente de Daniel Cargnin (7º do ranking), Larissa Pimenta (7ª) e Ketelyn Quadros (8ª);

Há números positivos no judô brasileiro atual. Por exemplo, só quatro países teriam classificados para as Olimpíadas nas 14 categorias, caso o ranking fosse fechado hoje, e o Brasil é um deles. Os outros são França, Japão e Rússia. Destes 14 nomes, sete estão entre os oito primeiros colocados do ranking e seriam cabeças de chave nas Olimpíadas, o que deixaria o sorteio teoricamente mais fácil.

Na última edição do Campeonato Mundial, o Brasil conquistou três medalhas, o quinto país que mais foi ao pódio, atrás de Japão, França, Holanda e Rússia.

A expectativa para as Olimpíadas gira muito em torno do resultado do caso Rafaela Silva. Se ela competir, imagino o Brasil conquistando três pódios. Sem ela, o país fica bem mais fraco também na competição por equipes, o que faz com que duas medalhas em Tóquio fique de ótimo tamanho.

Fonte: Globo esporte


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