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Diniz terá de buscar saídas para dificuldade crônica do Fluminense contra retrancas

Das dez partidas em 2019 até aqui, o Fluminense ganhou seis, empatou duas e perdeu duas. Excetuando o empate na estreia com o Volta Redonda, os outros três jogos em que o Tricolor não saiu vencedor guardam semelhanças. Nas duas derrotas para o Vasco e no empate em 0 a 0 com o Antofagasta-CHI, nesta terça, pela Sul-Americana, o time de Fernando Diniz apresentou dificuldades contra adversários que jogam muito fechados. Agora, o treinador precisará buscar soluções para que sua equipe consiga superar esta questão que já parece se tornar um problema crônico.

A equipe chilena veio para o Maracanã com uma proposta bem clara: se defender bem. Postada com duas linhas recuadas e muito próximas uma da outra e se defendendo com até nove jogadores, o time de de Gerardo Ameli conseguiu dificultar a vida tricolor. O Flu deteve a bola praticamente durante todo o jogo – terminou com 76% de posse, contra 24% do adversário. No entanto, teve muita dificuldade de infiltrar nas linhas. Everaldo tentava quebrá-las no mano a mano, mas era muito marcado, enquanto Daniel era quem mais buscava superá-las com passes.

– Eles vieram com uma proposta de se defenderem e se defenderam bem. É sempre difícil produzir chances claras de gol contra um time que marca bem e em um espaço curto – reconheceu Diniz.

– Não é de agora que o nosso time tem muita posse de bola e cria chances. Os adversários estão vindo apenas para nos marcar e explorar os contragolpes. Precisamos de calma para conseguir furar o bloqueio, afinal, será uma tônica da temporada – analisou Bruno Silva.

Saída pelo alto
Se por dentro não dava, a saída foi tentar levantar bolas na área. E foi desta forma que o Tricolor criou suas principais chances. Foram seis cabeceios com perigo, três com Matheus Ferraz, um com Yony González, um com Everaldo e outro com Gilberto. A oportunidade mais clara ficou nos pés de Yony. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou limpa para o atacante, que parou no goleiro Fernando Hurtado. O arqueiro do time chileno, aliás, foi o principal responsável pelo empate. Fez outras duas boas defesas e ainda contou com a ajuda da trave na cabeçada de Gilberto.

– Os jogos que não vencemos (contra Vasco e Antofagasta) foram contra equipes que marcam em bloco baixo e congestionam muito a entrada da área. É normal que nesses casos usemos mais os lados e ocorram mais cruzamentos. Mas são cruzamentos que levam perigo, não são chuveirinho para se livrar da bola. A maioria são da linha de fundo com gente na área para tentar fazer o gol. É uma alternativa mais viável contra times que jogam com a linha muito baixa – explicou Diniz.

– Diniz trabalha a equipe para enfrentar os times que jogam com a linha média e com a baixa, como foi o caso de hoje, com quase 10 marcadores perto da área. Precisamos é ter muita movimentação. Acho que a gente foi bem hoje, trabalhamos a bola e criamos quatro chances. Foi só que a bola não quis entrar – completou Calazans.

Substituições
Diferentemente de outras ocasiões, Fernando Diniz, desta vez, não mexeu bem no time. Demorou a tirar Bruno Silva, que não vinha em uma noite privilegiada, errando passes simples e contribuindo pouco no ataque. Sua primeira alteração, aos 17 do 2º tempo, foi colocar Dodi no lugar de Daniel, que, apesar de não ter atuação de destaque, era quem tentava quebrar as linhas adversárias com passes. O volante pouco acrescentou.

Aos 26 da 2ª etapa, Diniz sacou Bruno Silva para colocar Calazans, que assumiu a lateral-esquerda deslocando Caio Henrique para o meio, no que deveria ter sido a mexida inicial. Restando 12 minutos para o fim, pôs Marcos Paulo no lugar de Yony González, que não vinha em noite inspirada. A jovem revelação, no entanto, mal tocou na bola.

Pontos positivos
Mas houve também pontos positivos a destacar. O volante Caio Henrique foi o melhor do time pelo segundo jogo consecutivo, desta vez atuando improvisado na lateral-esquerda. Mostrando versatilidade, foi bem nas subidas ao ataque e arriscou chutes de longe. E Gilberto mais uma vez jogou os 90 minutos e vai pegando ritmo.

E se não conseguiu balançar as redes, a equipe de Diniz, ao menos, teve sucesso ao anular as tentativas de contra-ataque do Antofagasta. O time chileno mal passou do meio de campo e só ameaçou o Flu em lances pontuais.

As soluções para as dificuldades do Fluminense contra defesas bem recuadas pode estar no próprio elenco tricolor. Grande contratação da temporada, Paulo Henrique Ganso tem como característica justamente o passe em profundidade e a visão de jogo para quebrar as linhas adversárias. Allan é outro que mostrou qualidade no toque de bola e pode contribuir. E caso, mesmo assim, esteja difícil de penetrar, Pedro, com sua presença de área e poder de finalização, podem ser a saída através de bolas na área.

Os três, no entanto, não estarão presentes no jogo de volta, dia 21 de março. Não foram inscritos nesta 1ª fase (Ganso e Allan por prazo, e Pedro, por lesão). No Chile, porém, a expectativa é que o Antofagasta saia mais para o jogo, o que pode gerar espaços para o Tricolor.

O próximo compromisso do Fluminense é nesta sexta-feira, contra o Resende, pela 2ª rodada da Taça Rio. A partida será disputada em Moça Bonita e está marcada para as 16h.

Fonte: Globo esporte


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