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Do zero: ginasta vence síndrome, “reaprende” a saltar e conquista prata

Uma ginasta de trampolim de nível internacional incapaz pular. Essa foi, por algum tempo, a realidade britânica Bryony Page, vítima da Síndrome dos Movimentos Perdidos, conhecida na ginástica como “pane”. A condição, mais comum entre atletas do trampolim e dos saltos ornamentais, causa a perda de confiança gradativa nos movimentos, fazendo com que ginastas experientes como Bryony não consigam executar nem mesmo os saltos mais básicos, ensinados a iniciantes.

Mesmo diante da incapacidade de realizar movimentos antes automáticos, Page não desistiu. Em nome do sonho de conquistar uma medalha nos Jogos Rio 2016, a ginasta reaprendeu seu esporte do zero.

– Eu perdi a confiança na minha própria capacidade. Vivia com medo de fazer algo errado e me machucar – lembra Bryony. – Mas não tinha como desistir. Tive que começar do zero, reconstruindo todos os meus movimentos. Passo a passo, salto a salto, técnica por técnica. Depois de dois anos de luta, finalmente voltei, e me vi diante do desafio mais importante da minha vida: estar nas Olimpíadas.

Bryony começou no trampolim aos nove anos, no quintal de casa, em Wrenbury. Desde que conquistou sua primeira medalha de ouro na Copa do Mundo de 2012, foi coroada campeã inglesa três vezes. Também fez parte da equipe nacional no Campeonato Mundial em 2013 e nos Campeonatos Europeus de 2014 e 2016. Nos Jogos Rio 2016, viveu o momento mais alto de sua carreira, com uma apresentação incrível que valeu uma medalha de prata olímpica.

Fonte: Globo esporte


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