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Em crise de identidade, Fluminense perde força ofensiva, e Oswaldo não encontra soluções

O Fluminense vive uma crise de identidade. É um time que piora uma virtude para corrigir uma deficiência.

Tem sido assim com Oswaldo de Oliveira, o homem escolhido pela direção para substituir o demitido Fernando Diniz. Na derrota por 3 a 0 para o Goiás, domingo, com futebol vexatório, o Tricolor criou apenas uma chance de gol em pouco mais de 90 minutos.

Com nove finalizações na partida (apenas duas certas), o Tricolor alcançou 300 no campeonato. Uma média de 15 a cada rodada. O que mostra a piora em algo que a equipe fazia em abundância na época do antigo treinador.

Detalhe: o Goiás era o time com pior aproveitamento desde a volta do futebol brasileiro após a parada para a Copa América. Tinha vivido uma semana com protestos de torcedores. Como venceu, se distanciou do Tricolor, que voltou a amargar a zona de rebaixamento. O time carioca é o 17º, com 18 pontos – um atrás do CSA, até então saco de pancadas do torneio.

Oswaldo chegou com o discurso de melhorar o sistema defensivo. Mudou a maneira de o time jogar: escalou dois volantes, sacou o terceiro atacante e montou um meio com Ganso e Nenê. As vitórias sobre Fortaleza (Muriel foi destaque com ótimas defesas) e Corinthians (gol em falha de Cássio e sem ser ameaçado) deram a falsa impressão de que a equipe se defendia melhor.

Verdade que melhorou a relação quantidade de finalizações para cada gol sofrido. Mas marca mal. Diante do Goiás, por exemplo, Gilberto atuou dando amplitude pelo lado direito. Só que não foi acompanhado, não teve cobertura correta. Justamente onde Michael, um atacante veloz, se postava.

Aliado a isso, o time voltou a ter erros individuais. No primeiro gol sofrido, Digão e Frazan falharam. No terceiro, Nenê errou passe e, com o time todo fora de posição, Muriel não conseguiu evitar a bola na rede de Yago Felipe (veja no vídeo acima).

– Cometemos erro no primeiro gol e isso acabou tirando a concentração do time. A equipe não conseguiu se encontrar mais. Tentamos revitalizar no intervalo. Em outros dois erros, acabamos dando a chance para o Goiás vencer a partida. Foi o nosso melhor início de partida e, por mais irônico que possa parecer, foi a pior forma de terminar. Nosso time não se encontrou, não se organizou – comentou Oswaldo.

A piora na produção ofensiva passa por Oswaldo não achar soluções para Ganso e Nenê darem ritmo ao time juntos. E olha que, com a expulsão de Breno aos 35 minutos do segundo tempo, o Tricolor teve um jogador a mais em parte do jogo.

Se deu dois passes para gol diante do Palmeiras (não convertidos) e marcou contra o Corinthians, Ganso pouco fez diante do Goiás. Desde que Nenê entrou no time, atua mais recuado. E Nenê parece sem função definida, afinal, sai do centro e vai para o lado, sai do lado e vai para o centro a toda hora. Vive de jogada individual. Yony, artilheiro do ano com 15 gols, caiu de rendimento e não marca há nove partidas.

– É uma circunstância dessa situação toda. Eu não programo que o time não chute. Pelo contrário. A gente trabalha muito essa situação. Hoje, infelizmente, não conseguimos. Aconteceu de chutar muito em outros jogos – completou Oswaldo.

Fonte: Globo esporte


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