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Ex-Flamengo e Osasco, central descobre tumor e ganha apoio nas redes para bancar cirurgia

O primeiro susto de Ju Mello em 2020 veio antes mesmo da pandemia do coronavírus. Em fevereiro, a central, ex-jogadora de Flamengo, Osasco e Sesi-SP, entre outros, percebeu que já não sentia nada no lado esquerdo de seu rosto. Em algum tempo, passou a perder também parte da audição, mas, sem um plano de saúde, não conseguiu investigar a fundo o motivo. Foi quando um sangramento no ouvido indicou algo ainda mais grave do que imaginava.

Em agosto, a jogadora, de 26 anos, descobriu ter um Neuroma do Acústico, um tumor benigno que cresce lentamente e, aos poucos, passa a pressionar o cérebro, afetando funções vitais. Já em tamanho avançado, exige uma cirurgia para retirada e um longo tratamento posterior. O custo, porém, ultrapassa os R$ 87 mil reais. Sem condições de bancar o gasto total, foi buscar o apoio das redes sociais e organizou uma vaquinha. Com a divulgação de nomes como Jaqueline e Nalbert, além de uma grande rede de torcedores, Ju viu as doações ultrapassarem 85% do valor desejado em menos de três dias (para contribuir, clique aqui). Uma ajuda e tanto para seguir lutando.

– Na verdade, eu nunca esperei essa comoção toda. Foi uma grata surpresa quando as pessoas começaram a compartilhar e se sensibilizar com a minha história. Jaque entrou em contato comigo na madrugada do dia 13/12 e, desde então, estamos em contato direto para ela me ajudar. Tem sido incrível, eu não esperava. Disse à minha mãe que estava sendo um tapa na cara, porque eu não achei que tivesse tanta gente ao meu lado, como estou tendo agora – disse a jogadora.

Ju descobriu o tumor pouco antes do início da Superliga, em meio à pandemia de coronavírus. Por conta da falta de sensibilidade no rosto, ainda não havia acertado contrato para a temporada. Com passagens por algumas das principais equipes do país no currículo, a central se viu em meio a um turbilhão.

– Comecei a achar estranho que estava sem sensibilidade no rosto todo do lado esquerdo. Por volta de junho, comecei a perder a audição, mas estava sem plano de saúde na época para fazer exames. Acabei conseguindo fazer um plano básico para fazer exames e, após um sangramento no ouvido, fui ao hospital e me solicitaram uma ressonância. Foi quando descobri o Neurinoma do Acústico. O susto realmente foi muito grande, e foi muito difícil dar a notícia à minha família, porque foi logo após o falecimento da minha avó. Foi um susto para todo mundo.

Ao fazer as contas e perceber que não teria condições de bancar o tratamento, pensou em buscar a ajuda nas redes sociais.

– Logo tratei de correr atrás de médicos para me ajudar, fiz muitos exames e descobri que teria que fazer a cirurgia e o valor dela. O meu plano, por ser bem básico, daria apenas a cobertura da parte hospitalar. O médico e sua equipe eu teria que pagar à parte. Aí sugeri à minha família que fizéssemos uma vaquinha para obter o dinheiro.

A cirurgia deverá ser feita em janeiro. A maior preocupação, claro, é com o sucesso do procedimento e do tratamento posterior. Ju, no entanto, torce para conseguir voltar logo a fazer o que mais gosta.

– Quero muito poder voltar às quadras e continuar fazendo o que amo e o que sei fazer. Esse tempo parada tem me feito muito bem, mas não vejo a hora de poder voltar a jogar e sentir a adrenalina de um jogo de novo.

Fonte: Globo esporte


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