Nesta última segunda-feira, o juiz Charles Brown, do Tribunal Metropolitano de Albuquerque, no estado americano do Novo México, decidiu que o lutador e treinador de jiu-jítsu Rafael “Barata” de Freitas poderá responder em liberdade ao processo em que é acusado de drogar e estuprar uma aluna. Os promotores do caso haviam pedido que o brasileiro, treinador de nomes como Holly Holm e Michelle Waterson, fosse mantido detido até o início do julgamento. Barata já deixou a prisão, segundo reportagem do site “MMA Junkie”.
O mesmo juiz Charles Brown também emitiu uma ordem de proteção para a suposta vítima, que acusa Rafael Barata de agredi-la sexualmente na sala de casa no dia 7 de novembro, durante uma aula particular. O brasileiro foi preso no último dia 4 e passou dez dias detido. Agora, livre, ele será monitorado e não pode ter contato com a suposta vítima ou sua família, e pode voltar para a prisão se cometer algum outro delito.
A defesa de Rafael Barata, em contato anterior com a reportagem do Combate, alega que o brasileiro é inocente. O advogado Jason Bowles afirma que o vídeo entregue pela suposta vítima comprovaria que o encontro foi consensual e sob efeitos de álcool e THC líquido (extraído da cannabis). Do outro lado, a acusação afirma que o mesmo vídeo comprovaria a suposta agressão.
O promotor público Savannah Brandenburg-Koch, que participou da audiência de ontem, alegou que a vítima não estava de fato consciente.
– Achamos que o vídeo mostra um papel muito diferente 9do que a defesa afirma). Mesmo se ela consentisse antes e depois ficasse inconsciente por 40 minutos, ele deveria ter parado. Ela não conseguiu consentir. Segundo a lei, ela estava inconsciente e, portanto, não era capaz de dar qualquer consentimento.
O juiz também decidiu que a defesa poderia ter acesso a uma cópia do vídeo. A acusação pediu que isso fosse negado, sob o risco de que outras cópias fossem feitas e a vítima fosse exposta. Rafael Barata deve voltar ao tribunal na próxima sexta-feira, dia 18, para uma audiência preliminar sobre o caso. Ele se declarou inocente da acusação de crime, que acarretaria até três anos de prisão e até US$ 5 mil em multas.
Entende o caso:
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher contou que o ato teria acontecido durante uma aula particular em sua casa. Na ocasião, ela teria pedido a Barata que massageasse suas pernas porque sentia cãibras.
A mulher disse à polícia que bebeu meio copo de vinho e depois tomou café da manhã, e bebeu suco de laranja com ele antes da sessão. Ela disse que foi ao banheiro e ao sair viu que o brasileiro havia preparado um segundo copo de suco de laranja. A mulher contou à polícia que acrescentou uma dose de uísque e ginger à bebida e cerca de 30 minutos depois começou a “sentir sono”, enquanto Barata massageava suas pernas. Ela disse que “desmaiou rapidamente” e acordou horas depois, nua da cintura para baixo, e que o brasileiro havia sumido.
Segundo o “Albuquerque Journal”, que primeiro trouxe a notícia da prisão, a mulher disse à polícia que enviou uma mensagem a Barata dizendo que estava envergonhada e perguntou sobre ela estar nua, e o brasileiro respondeu: “Sim, você estava bem, não se sinta assim, você está bem”. Ela disse que se lembrou de ter uma câmera de segurança instalada na sala de estar e deu uma cópia do vídeo para a polícia.
De acordo com a descrição de um detetive, o vídeo mostra o brasileiro “possivelmente” jogando algo no suco de laranja da mulher, enquanto ela estava no banheiro, e que sua mão faz um movimento de “misturar” o copo. Depois que Barata começa a massagem, as pernas dela parecem ficar “pesadas”. O detetive diz que o brasileiro é visto tirando seus shorts e parece fazer sexo oral enquanto ela está desmaiada. Antes de sair de casa, Barata pega a mão da mulher – o braço dela parecendo “mole” – e esfrega em seus genitais. Depois que ele saiu, ela ficou imóvel no sofá por 50 minutos antes de se sentar.
Fonte: Globo esporte
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