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Melhor zagueiro no México, Dória quer fazer história no país e sonha com a Seleção: “Sonho que tenho”

Uma temporada para guardar na memória. Dória vive seu auge físico e técnico no Santos Laguna, vice-campeão do Campeonato Mexicano na última temporada para o Cruz Azul. O zagueiro jogou todas as partidas da competição e ultrapassou a marca de 100 jogos pelo Santos Laguna. O brasileiro foi eleito para a seleção do torneio e ressaltou a temporada em alta performance pelo clube da cidade de Torreón.

– Foi uma temporada muito importante para mim. Terminar jogando todos os jogos. Eu fui o único de linha. É algo que tenho que valorizar bastante e continuar nessa pegada. Ter conquistado isso com um time que não é considerado grande, como o América e o Cruz Azul, é muito importante também. É fruto de muito trabalho. Fico muito feliz com isso.

De acordo com o jornalista mexicano Gerardo Suárez, da TV Azteca, o zagueiro é um dos líderes do elenco do Santos Laguna e elogiou o profissionalismo do brasileiro desde que chegou ao clube.

– Dória é uma das maiores referências do Santos Laguna não só pelas suas condições futebolísticas, mas também pela liderança que impõe dentro e fora do vestiário. É um jogador com uma força física invejável. Ele não tem medo de ir para o confronto e sabe tirar vantagem no jogo aéreo. Entre os torcedores do Santos Laguna é um dos jogadores preferidos. É um jogador muito respeitado. As pessoas gostam muito dele pela entrega – destacou Suárez.

O jovem de 26 anos conta que quer ser referência não só no Santos Laguna, mas também no futebol mexicano e marcar seu nome na história do país.

– Eu estou virando referência dentro do clube. Nesse período de quatro a cinco anos, eu espero estar sendo um cara que fique marcado, como o Juninho ficou no Tigres. Eu tenho essa ideia de ficar no Santos. Ser o brasileiro com mais jogos no México. Essas coisas que posso atingir, eu tenho como ideia – afirmou.

Dória destacou a evolução do futebol mexicano e o comparou com o futebol brasileiro. Ele revelou que foi contratado justamente para mudar a percepção das pessoas de fora do país que o nível do campeonato não é bom.

– Eu fui chamado para lá por um projeto justamente para abrir os olhos de muitas pessoas. É um futebol que está evoluindo bastante nessa questão técnica e tática. Tanto que no Mundial você viu o que o Tigres fez com o Palmeiras. Chegou na final, jogou de igual para igual na final. Então, é um futebol que eu gostaria que outras pessoas tivessem uma conclusão diferente. Olhassem mais pra lá antes de falar. Às vezes, as pessoas falam que o futebol no México é fraco, mas quando você vai ver, o jogo não é assim. Tem um nível muito bom.

– O futebol no Brasil é um pouco mais lento. Lá, eu acho um pouco mais rápido o futebol. É muita intensidade. Não tem isso não. Você vai jogar contra os times pequenos fora de casa e passa mal porque te pressionam todo o tempo. Não dá espaço para respirar – destacou Dória.
Veja os destaques de Dória na última temporada, na qual fez 3 gols em 41 jogos.

Melhor zagueiro da temporada
Vice-campeão da Liga Mexicana, tendo jogado todas as partidas
Atingiu a marca de 100 jogos com a camisa do Santos Laguna (são 105 jogos e 11 gols pelo clube)
Mesmo atuando no setor defensivo, Dória comete poucas faltas, chegando a ficar 8 ou 9 jogos sem nenhuma falta em campo

Com a temporada mágica no México, Dória já sonha em voltar a ser convocado para a seleção brasileira. Em 2013, com 18 anos, ele foi convocado para amistoso contra a Bolívia, no jogo em homenagem ao torcedor Kevin Beltrán Espada, de 14 anos, morto ao ser atingido por um sinalizador de navio atirado durante a partida Bolívar e Corinthians, pela Libertadores.

– O sonho de voltar para a Seleção é uma coisa que eu tenho dentro de mim. É um sonho que eu vou correr atrás. Acho que depende do meu trabalho. Nos últimos anos, a gente viu jogador jogando na Ucrânia, na China e sendo convocado. Então, eu afirmo que o futebol mexicano é muito melhor que o futebol da China. Não tenho dúvida. Então, acho que futebol começa pela sequência. Manutenção e continuidade são palavras importantes para você alcançar – ressaltou.

– Se você jogar 2/3 temporadas sendo o melhor da liga, eu acho que pelo menos um olhinho pra lá vai ter que ter né. Acho que você manter o seu nível ou cada vez buscar melhorar é uma coisa que eu penso e vou fazer durante a preparação aos jogos. Vou me preparar para cada vez ser melhor. Com certeza eu vou trabalhar para isso para voltar para a Seleção. A questão é estar jogando bem e aproveitar a oportunidade quando ela pintar. Tem que estar preparado. É isso que eu vou fazer.

Qual o balanço da sua temporada com seu time, que foi vice-campeão da Liga Mexicana?
Dória – Esse ano foi muito importante para mim, de maneira pessoal. Poder estar ali entre os melhores junto com um parceiro de zaga da Liga. Estar entre os 11 com a quantidade de jogadores é muito importante. Então, é uma coisa que eu venho almejando, venho batalhando. Ter conquistado isso com um time que não é considerado grande, como o América e o Cruz Azul, é muito importante também. É fruto de muito trabalho! Fico muito feliz com isso.

Do nosso time, acho que é muito valioso o que a gente fez nesse campeonato. Chegamos na final. Perdemos a final, o último jogo empatando. Fomos vice-campeão com uma derrota e um empate nos dois jogos das finais. Nosso time tem uma média de idade com a segunda(média) mais baixa da liga, se não me engano. Muitos jovens, muitos meninos que começaram suas carreiras esse ano. Gente que ninguém conhecia, poder chegar na final é muito importante. É de tirar o chapéu também. Quando começou o campeonato muita gente falou que a gente ia ser saco de pancada, justamente por só ter jogador desconhecido. Eu, com 26 anos, era considerado experiente no time. Tinha eu e mais dois ou três para poder estar ali fazendo o meio de campo para ajudar os mais jovens. Foi muito importante para gente. Chegar numa final, competir de igual para igual com o Cruz, que é considerado grande, e com chances de ser campeão. Por um detalhe ou outro no decorrer do jogo, perdemos. Mas, dificultamos muito o lado deles.

Foi uma temporada muito importante para mim. Terminar jogando todos os jogos. Eu fui o único de linha. É algo que tenho que valorizar bastante e continuar nessa pegada.Dória – Eu procuro me cuidar muito, com minha alimentação, horários de sono. Chega na metade do campeonato tem dor para todo lado do corpo. Acho que a recuperação, massagem, banho de gelo e alimentação é muito importante, mais do que qualquer coisa. Sou um cara que não bebo, não fumo. Sei que alimentação e sono eu sei que tenho que estar sempre ligado nisso. São coisas que vão me ajudar. Muitos jogadores se prejudicaram por lesão, perderam 3/4 jogos, justamente por isso, por não se alimentar bem. Ou então dormir um pouquinho mais tarde. Depois, você não se dá conta que perdeu 3/4 jogos que poderiam ser importantes para uma classificação. No nosso caso não porque chegamos na final. Render mais para o time é muito importante isso.

Tem um trabalho também por fora de preparação física e recuperação. Eu tenho em casa todos os aparelhos possíveis para poder se sentir bem dentro de campo. Eu fico feliz comigo mesmo. Pode ser que alguns não tenham a noção de quão importante é, mas poder jogar todos os jogos do campeonato. Tanto por questões de cartões, mas de estar preparado e jogar no alto nível e no final ter ficado entre os 11 da liga isso é muito importante para mim.

Como é sua relação com os jogadores e comissão técnica dentro do Santos Laguna? Como você avalia sua importância dentro do elenco e do clube?
Dória – Desde que cheguei lá, eu me senti em casa. Eles fizeram que eu me sentisse em casa o mais rápido possível. Eles me tratam super bem. Não só diretoria e comissão técnica, todo o staff do clube inteiro. Desde o primeiro porteiro à senhora da limpeza ou podóloga. Todo o clube trata super bem. Por saber que eu sou um estrangeiro, então eu tenho que retribuir de alguma forma. Eu procuro ser educado com todo mundo. Poder ajudar da melhor maneira que eu posso. Quando eu posso, dou cesta básica, dou as coisas para ajudar o pessoal que tem uma condição mais inferior, eu tento fazer. Na verdade, eu me sinto em casa mesmo. Eu chego lá e estou relaxado para poder trabalhar. Confiante. Eu gosto de estar no clube. Quando acaba o treino eu não quero ir para casa tão rápido. Eu gosto de estar lá fazendo as minhas coisas com tranquilidade.

Essa mescla de agrado que eu recebo, eu tenho que demonstrar no campo. Como nosso time é o único time da cidade, a única maneira de deixar toda a cidade feliz é ganhando e se entregando. Tem vezes que não dá para ganhar, mas a gente tem esse nome de “Guerreiros” lá. Se entregando nos dias de treinamento e jogos é a maneira que a gente pode retribuir ao pessoal do clube e da cidade. Os meninos que estão começando agora também procuro ajudar. Muitos têm sonho de ir para a Europa. Como eu já estive lá, eu também posso dizer como é, o que eu já vivenciei. Eu tento ajudar da melhor maneira possível tudo que eu já passei com os que estão começando agora. Tento, o que eu aprendi na Europa, demonstrar no dia a dia de treinamento e ogos para poder ajudar meu time.

O que da sua passagem da Europa te ajudou no futebol mexicano? Tanto na adaptação quanto na parte tática e técnica.
Dória – Acho que tudo. Primeiro, você chegar num país que não é o seu, você tem que conhecer a cultura, os gostos, as manias, o idioma. Tem que saber falar para que as pessoas vejam que você está se esforçando. Não é você tentar falar um português e eles tentem te entender. Não é assim. Eu que tenho que me esforçar para falar espanhol e assim foi desde o primeiro dia. Hoje eu falo normal espanhol, não tenho problema. Eles viram que eu me esforcei para me adaptar o mais rápido possível. A questão de comida lá tem muita pimenta, eu me sinto um mexicano hoje em dia. Essa é a primeira coisa quando você chega num país que não é o seu.

Na Europa, eu aprendi bastante coisa no sentido de futebol. Ver o futebol de outra maneira. O futebol no Brasil é um pouco mais lento. Na Europa é muito rápido. Muita força. Você não tem muito tempo, na área defensiva, de pensar. Quando a bola estiver vindo, você já tem que saber o que fazer. Não tem minutos para você falhar. Isso eu aprendi muito lá. Os passes fortes, posicionamento. Então, essas coisas eu vou tentando encaixar com o futebol mexicano, que é muito parecido com o Brasil na questão técnica. Aqui tem muito jogador jovem e muito habilidoso. É um futebol que muita gente não conhece ainda. Eu sempre falo isso porque meus amigos da Europa não olham tanto para o México. É um futebol que está evoluindo bastante nessa questão técnica e tática. Tanto que no Mundial você viu o que o Tigres fez com o Palmeiras. Chegou na final, jogou de igual para igual na final. Então, é um futebol que eu gostaria que outras pessoas tivessem uma conclusão diferente. Olhassem mais pra lá antes de falar. Às vezes, as pessoas falam que o futebol no México é fraco, mas quando você vai ver, o jogo não é assim. Tem um nível muito bom.

Quais as diferenças e semelhanças do futebol mexicano com o brasileiro?
Dória – Obviamente, quando a gente fala das melhores ligas do mundo, a gente está falando de Espanha, Itália, Inglaterra. A gente sabe que o Brasileirão é um dos campeonatos mais disputados e mais difíceis do mundo para se ganhar. Tem possibilidade de 10 times saírem como campeão no Campeonato Brasileiro. Então, é muito difícil, se torna muito difícil.

O Campeonato Mexicano é diferente, não é por pontos corridos. São dois campeonatos durante o ano. Essa é a primeira diferença do Campeonato Brasileiro. São dois campeonatos: a Apertura e a Clausura. Como se fosse 1º e 2º turno. Na Clausura, você joga contra todo mundo, mas é sorteado (o mando de campo). Na Apertura, só muda a ordem. São 18 times e classificam oito. E começa a Liguilla (fase final da competição). Esse ano, por causa da pandemia, eles deram chance de classificar 12 e ter uma repescagem. Os 4 primeiros classificam direto. Do 5º ao 12º fazem uma repescagem entre eles. Os 4 que se classificam se juntam com os 4 primeiros e aí começa a liguilla, que é a fase mata-mata. São dois jogos (por fase) até a final. Os times que se classificaram entre os 4 primeiros têm a chance de decidir em casa. Se der empate (no acumulado dos duelos), eu (time classificado entre os 4 primeiros) tenho essa vantagem até a final. Na final, zera isso. Se der empate é prorrogação e pênalti. Essa é a primeira diferença para o Campeonato Brasileiro.

Lá, eu acho um pouco mais rápido o futebol. Eu acompanho os jogos do Brasil. É muito “ataco, o outro time espera. Depois outro time ataca e outro espera”. Lá não. É muita intensidade. Não tem isso não. Você vai jogar contra os times pequenos fora de casa e passa mal porque te pressionam todo o tempo. Não dá espaço para respirar. É bem disputado o jogo porque todos os times, não sei se pela forma que disputa o campeonato, às vezes você se classifica em 8º e é campeão. No 1º ano que entrou esse treinador que a gente está agora, o Guillermo Almada, nosso time foi superlíder, arrebentamos todo mundo. Aí, pegamos o Monterrey que classificou em 8º. Perdemos para eles no mata-mata e eles saíram campeões. É disputado mesmo. Quem estiver melhor no dia, leva. Não é aquilo de pontos corridos, que chega na rodada 25 e você já sabe mais ou menos quem vai ser os 2/3 times que vão disputar (o título).

Como você enxerga seu futebol para estar na seleção brasileira principal? Você tem esse sonho de estar vestindo a amarelinha? Você acha que o futebol mexicano é uma vitrine para chegar na Seleção ou se é preciso mudar de campeonato?
Dória – Obviamente, o sonho de voltar para a Seleção é uma coisa que eu tenho dentro de mim. É um sonho que eu vou correr atrás. Acho que depende do meu trabalho. Nos últimos anos, a gente viu jogador jogando na Ucrânia, na China e sendo convocado. Então, eu afirmo que o futebol mexicano é muito melhor que o futebol da China. Não tenho dúvida. Então, acho que futebol começa pela sequência. Manutenção e continuidade são palavras importantes para você alcançar. Se você jogar 2/3 temporadas sendo o melhor da liga, eu acho que pelo menos um olhinho pra lá vai ter que ter né. Acho que você manter o seu nível ou cada vez buscar melhorar é uma coisa que eu penso e vou fazer durante a preparação aos jogos. Vou me preparar para cada vez ser melhor. Com certeza eu vou trabalhar para isso para voltar para a Seleção. Agora está nessa época de renovação, tem alguns jogadores que estão estourando idade, mas que ainda tem nível né. Vai chegar o momento de trocar, de ter que mudar, botar os mais jovens para manter a Seleção em alto nível durante mais 5/10 anos como sempre faz. Então, tenho que estar mostrando meu futebol. Tenho que estar jogando. Tenho que estar jogando bem. Independente da onde seja. Eu acho que a Seleção mesmo já provou que não tem isso. Independente da onde estiver, se está na China, no México, na Ucrânia, no Japão, se estiver jogando bem, pode ter uma oportunidade. A questão é estar jogando bem e aproveitar a oportunidade quando ela pintar. Tem que estar preparado. É isso que eu vou fazer.

A questão de ter que sair de lá. Eu fui chamado para lá por um projeto justamente para abrir os olhos de muitas pessoas. O mercado aonde eu já fui, o próprio Brasil onde tem minha família, meus amigos. Tentar melhorar um pouco a visibilidade do México. Tem muito jogador jovem lá que tem muita qualidade. Desde o primeiro dia que eu cheguei lá, o Gerardo Arteaga, que está no GENK agora, que jogou na seleção do México, eu falei que ele tinha nível Europa. As pessoas falavam “ah, não, não sei”. Está na Europa provando. Já está na seleção do México. Jogou super bem quando estreou. Tem joias lá que as pessoas não dão tanta moral. Fui chamado para isso. Para melhorar um pouco do mercado brasileiro no México. As pessoas ao invés de ir para uma 2ª divisão da Espanha e poder ir para o México também. Disputar de igual para igual numa 1ª divisão e depois alcançar uma Europa se for o sonho dele. Também provar que é uma liga boa. É uma liga super boa de nível.

Da questão da seleção dá para juntar tudo isso, manter o meu nível. Buscar melhorar cada dia mais, me aperfeiçoar no que eu puder para esperar uma oportunidade.

Pensando a longo prazo, você se enxerga no futebol europeu ou brasileiro?
Dória – Até teve uns rumores depois desse final de campeonato. Surgiram rumores de Europa. Por enquanto eu não sei. Eu estou virando referência dentro do clube. E isso que o dono pede para mim. Em reuniões já com o dono. Ele quer que eu seja referência no clube, que deixe marcado o clube com meu trabalho. Com títulos, obviamente. Nesse período de quatro a cinco anos, eu espero estar sendo um cara que fique marcado, como o Juninho ficou no Tigres. Eu tenho essa ideia de ficar no Santos. Ser o brasileiro com mais jogos no México. Essas coisas que posso atingir, eu tenho como ideia. Mas, a gente não sabe o dia do amanhã. Às vezes, tem uma oportunidade melhor, pessoal ou profissional, que possa acontecer. A gente está aberto para conversar. Ver o que é melhor para mim. Obviamente, para o clube também. Se eles estiverem cansados de mim. Se eles quiserem jogar só com gente da base, a gente não sabe como é o dia de amanhã. A gente não fecha porta nunca para ninguém. Mas, nesse momento, eu penso em ser um dos top do clube. Eu tenho essa ideia e vou trabalhar para isso.

Como é o seu relacionamento com a torcida do Santos Laguna?
Dória – Os torcedores são muito fera. Na rua, me tratam super bem. Nas redes sociais, sempre me mandando mensagem. Agora, quando acabou o campeonato teve rumores do América e do Tigres para me levar e eles falando “não vai, por favor. Se você for, a gente te deseja o melhor, mas se você for (sair), vai para Europa então, não vai para os rivais daqui do México. A gente precisa de você aqui”. É muito legal ouvir isso dos torcedores. Saber que você é querido na cidade, no time. Te deixa muito feliz. Isso é reconhecimento do trabalho. Do lugar onde não é meu país, minha língua e eu ser referência mesmo, eu fico feliz demais. Eu tenho só que agradecer a torcida de lá porque, desde o primeiro dia, a mim e a minha família é excepcional o tratamento. Eu me sinto muito feliz lá na minha casa. Durante o ano, que eu não estou aqui no Brasil, eu não estranho nada. Não sinto falta de nada. Tudo eu tenho lá com eles.

Fonte: Globo Esporte


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