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Nenê vê campanha surpreendente do Fluminense em volta à Libertadores: “Ninguém acreditava”

Realidade nesta reta final de Campeonato Brasileiro, o sonho de voltar à Libertadores, após oito anos, parecia distante para o Fluminense no início da temporada. Não só aos olhos da imprensa e torcida, mas também internamente, principalmente em razão dos graves problemas financeiros. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o meia Nenê se mostrou orgulhoso pelo “feito” do grupo:

“Com certeza o Fluminense teve a campanha mais surpreendente do Campeonato Brasileiro. Ninguém acreditava que pudéssemos chegar no final da temporada nessa situação”.
– Acho que o próprio clube e a torcida não tinham essa clareza de que esse objetivo poderia ser alcançado. Pelo investimento financeiro, pelos problemas que o clube enfrenta… A gente sabe que os clubes que estão nas primeiras posições investiram no mínimo umas 10 vezes mais do que o Fluminense. Só isso já demonstra o que nos fizemos, esse feito. Tenho muito orgulho de participar desse momento, desse grupo, de ajudar levar de volta para a Libertadores um clube com essa grandeza – acrescentou.

Ao longo da coletiva, Nenê foi questionado também sobre a chegada de Roger Machado, técnico que assumirá a equipe ao fim do Brasileirão para a temporada 2021.

– É o clube que decide. Quem vier, vai ser bem-vindo. Vai encontrar um ambiente muito bom e propício para fazer um grande trabalho.

– É uma coisa importantíssima, o respeito de volta, a alegria e confiança do torcedor no clube. A gestão foi fundamental: diretoria, presidência, Mário… A transparência como ele agiu em todos esses meses. Esse ano foi muito complicado para todo mundo, não só no futebol.

– Está sendo uma alegria muito grande, uma felicidade de poder colocar de volta Fluminense no cenário internacional. Representa muito para mim. Eu com quase 40 anos estar participando desse momento… Não tem preço.

REGULAMENTO DO CAMPEONATO CARIOCA*
*Que prevê multa em caso dos clubes pouparem seus titulares após a terceira rodada

– Eu não vi isso ainda, confesso para vocês. Mas nós sabemos que vamos ter que dar um jeito de conciliar as duas coisas, mas a Libertadores vai ser uma prioridade. Quem vai decidir não vou ser eu, mas sim a comissão técnica. Não sei datas, se vamos para a Pré-Libertadores, para a fase de grupos… Realmente é difícil dizer. O calendário ficou mais louco ainda esse ano, mais apertado por causa da parada no ano passado. É a gente tentar se adaptar ao máximo.

BOATOS DE ATRITOS NO GRUPO: “TEAM NENÊ” x “TEAM FRED”

– Quem falou de “team Nenê” e “team Fred” fomos nós mesmos, ironizando essa notícia que querem… Como sempre e principalmente aqui no Fluminense, às vezes têm pessoas que torcem contra. Não sei quem é, nem quero saber. Em um momento difícil, a gente demonstrou a grandeza desse grupo. É uma coisa sensacional. Por isso que acho que a gente também merece. É uma coisa verdadeira, sabe? Leve, incrível o dia a dia. Todo mundo se dá bem, se sente importante. A dificuldade de uma temporada longa é você conseguir manter o nível. Nós tivemos tantos jogadores importantes que foram embora. A molecada entrou, deu conta do recado, a gente dando confiança.

– São coisas que fazem parte, a gente já sabe, é uma coisa normal. No Flamengo também falaram isso, no Palmeiras, Corinthians, São Paulo… Quando perde, ficam inventando coisa. Às vezes pode acontecer mesmo, não vou falar que não acontece, mas aqui todo mundo sabe como esse elenco é homogêneo e como não tem um tipo de problema com ninguém. A gente reagiu da melhor maneira (risos). Ironizou depois do jogo contra o Coritiba.

– Hoje eu dou risada em relação a isso, mas é uma coisa muito séria que pode, se o time não está bem mentalmente, se o grupo não está fechado, pode atrapalhar muito. Vai cada vez mais perdendo confiança… Uma coisa muito chata, mas é coisa de quem não quer ver o Fluminense bem.

MELHOR RENDIMENTO JOGANDO CENTRALIZADO

– Minha posição de origem, é onde eu me sinto bem, porque eu posso ter a liberdade de cair para os dois lados. Tem uma dificuldade maior para o adversário me marcar do se eu estiver na lateral. Tenho mais possibilidades de fazer mais passes… Estou muito feliz. O mais importante é ajudar o Fluminense a conquistar as vitórias. Agora está sendo como é a minha função: de dar assistência, que eu disse desde o começo. Fico bastante feliz com essa reta final, em que a gente precisava tanto, poder estar ajudando meus companheiros.

COMO MANTER A CABEÇA NO LUGAR?

– É a gente saber que tem que ter um equilíbrio. Nós ficamos muito felizes com a classificação. O presidente falou e eu também falei no vestiário: isso não pode ser “cumprimos o nosso objetivo e agora já podemos relaxar”. A gente tem que tentar conciliar essa alegria, mas continuar focado, com a entrega, competitividade, confiança. Saber que o time tem condições de conquistar as vitórias que restam, mas que nós precisamos continuar dando a vida, como temos feito, e conquistado resultados surpreendentes. Inclusive o último fora de casa.

JOGAR AO LADO DE ATLETAS MAIS JOVENS

– Me sinto bem de poder ter essa molecada que pode correr (risos). Poder estar distribuindo os passes e tentando acertar o máximo, deixar eles numa possibilidade clara de gol. Essa já era minha função. Como eu estava jogando mais perto do gol, eu estava tendo também essa felicidade de poder fazer bem mais gols do que o normal. Tudo tranquilo. Para mim, assistência é como se fosse um gol, porque a participação é direta. Estou ajudando, é isso que vale. A gente conquistando as vitórias está tudo bem. Não mudou meu estilo, mas a posição.

INSATISFAÇÃO NO PERÍODO DA RESERVA

– O cara que ficar feliz de ficar no banco e não fazer nada tem que parar de jogar bola. É uma coisa normal. Não pode perder o respeito. Eu gosto mesmo de jogar todo jogo. Eu gosto de estar me sentindo útil. Mas não tinha nenhum tipo de problema. Eu não vou falar que estava feliz em ficar no banco, mas respeitava a decisão do Marcão. Eu sou muito competitivo e acho que é por causa disso que estou jogando até hoje. Vou trabalhar, vou dar meu máximo, vou estar feliz também, treinando…

“Não somos robôs, né?! Não tem como 50, 60 jogos, jogar todos com maestria. São coisas que fazem parte”.
RELAÇÃO COM MARCÃO

– Muito boa. Muita resenha, né (risos)?! Mas quando é para ser sério, a gente é sério também, fala o que precisa melhorar, fazer ou continuar fazendo de bem feito. O Marcão é um cara muito aberto, conversa com a gente. Nos vídeos que ele mostra pra gente. Não só eu, mas os meninos mesmo. Todos. A gente vê os vídeos dos adversários. É uma relação muito bacana, aberta, dando essa autonomia também para gente dar nossa opinião. A gente viu que encaixou muito bem e está muito feliz com isso.

Fonte: Globo esporte


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