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No 1º Mundial sem Bolt desde 2005, confira cinco candidatos a estrela da competição em Doha

Quem será a estrela do primeiro Mundial de Atletismo após a aposentadoria de Usain Bolt? A pergunta que permeia a mente do torcedor gera inúmeros questionamentos antes do início da competição em Doha, desta sexta-feira até o dia 6 e outubro. Dono do melhor tempo do mundo desta temporada nos 100m, a prova mais nobre do atletismo, o americano Christian Coleman é um dos destaques, assim como o compatriota Noah Lyles, especialista nos 200m.

Soma-se a eles a já consagrada Shelly-Ann Fraser-Pryce, velocista jamaicana que compete nas provas rápidas, além dos soberanos Sam Kendricks, dos Estados Unidos, e Yulimar Rojas, da Venezuela, ambos saltadores.

– O mundo do atletismo vai ter que se reinventar sem Usain Bolt a partir deste Mundial. Ele deixou buracos muito grandes, mas temos alguns nomes como os americanos Christian Coleman e Noah Lyles, que têm os melhores tempos nos 100m e 200m. Eles ainda não chegam perto do que foi o Bolt, mas são dois atletas muito jovens com grandes expectativas nas provas de velocidade – disse o comentarista do SporTV, Lauter Nogueira.

Christian Coleman
Com apenas 23 anos, o americano já é um fenômeno nos 100m rasos, a prova mais nobre do atletismo. Neste ano, fez 9s81 em Palo Alto (Estados Unidos), marca que lhe daria o ouro em Doha. Reserva do revezamento 4x100m dos Estados Unidos na Olimpíada do Rio, Coleman ficou com a prata no Mundial de Londres 2017, chegando atrás apenas do compatriota Justin Gatlin. Polêmico, o velocista por muito pouco não ficou fora do Mundial de Doha por faltar a três exames antidoping.

Noah Lyles
Da mesma geração de Christian Coleman, Noah Lyles também compete nos 100m, mas sua especialidade são os 200m, prova na qual tem a melhor marca da temporada: 19s50. Atualmente com 22 anos, Lyles chegou a praticar ginástica na infância, migrando para o atletismo aos 12 anos. O velocista começou a chamar a atenção em 2014, quando foi campeão dos 200m nos Jogos Olímpicos da Juventude, na China. Diferentemente de Coleman, Noah Lyles disputará o seu primeiro Mundial este ano, uma vez que o mesmo se lesionou em 2017.

Sam Kendricks
Melhor do mundo no salto com vara, prova que tem os brasileiros Thiago Braz e Augusto Dutra, Sam Kendricks vai em busca do bicampeonato mundial. Este ano, ele saltou 6,06m, sua melhor marca na carreira. O feito aconteceu em Des Moines, nos Estados Unidos. Kendricks começou a saltar no ensino médio em Oxford. Pouco depois, ele já estava competindo na National Collegiate Athletic Association (NCAA), a Liga Universitária de Atletismo dos Estados Unidos. Em 2019, o saltador disputou 15 eventos ao ar livre, tendo sido campeão em 10 destes e vice em quatro.

Yulimar Rojas
Prata na Olimpíada do Rio e ouro no Mundial de Londres 2017, a venezuelana Yulimar Rojas é a atual melhor do mundo no salto triplo. Líder do ranking da IAAF, ela saltou 15,41m no início de setembro. Foi a melhor marca do planeta em 2019. Com 1,92m de altura, Yulimar chegou a jogar vôlei antes de migrar para o atletismo. Sua primeira experiência na modalidade foi no arremesso de peso, prova na qual não teve muito sucesso. Pouco depois, Yulimar começou a competir no salto em altura, antes de migrar para o salto triplo em 2014.

Shelly-Ann Fraser-Pryce

Estrela maior da delegação da Jamaica, uma das principais potências do atletismo mundial, Shelly-Ann Fraser-Pryce tem 32 anos e segue competindo em alto nível. Bicampeã olímpica e tricampeã mundial dos 100m rasos, a atleta é chamada em seu país de “Pocket Rocket” (Foguete de Bolso) por conta da explosão nas pistas. Seu melhor tempo em 2019 foi um 10s73 em 21 de junho, a segunda melhor marca da temporada. Com apenas 1,53m de altura, Shelly-Ann Fraser-Pryce chama a atenção pela força, que a difere das demais velocistas.

Fonte: Globo esporte


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