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Nova geração não deslancha, e veteranos são destaques da natação brasileira no Mundial

Com 21 nadadores, a seleção brasileira de natação chegou ao Mundial de Gwangju, na Coreia do Sul, com uma mistura de gerações que parecia uma possível entrega de bastão. Atletas na casa dos 30 e com mais de dez anos na delegação nacional de um lado e outros jovens em seu primeiro Mundial do outro. Apesar de alguns bons resultados dos mais novos, ainda não foi dessa vez que eles passaram a ser protagonistas.

– Existe um degrau a ser subido por eles, os mais novos, passar essa barreira, porque ainda há uma certa expectativa neles que gerou um certo desconforto. E isso não pode acontecer. Eles têm que colocar em prática toda capacidade e qualidade deles – disse o supervisor de natação da seleção brasileira Gustavo Otsuka.

As cinco medalhas conquistadas pelo país na piscina de Gwangju vieram com veteranos que já tinham ido ao pódio em outros Mundiais. Se consideradas as finais, foram nove individuais, das quais oito foram com aqueles com mais de 26 anos.

Aos 39 anos, Nicholas Santos foi ao pódio nos 50m borboleta. A dupla Felipe Lima e João Gomes, com 34 e 33 anos, fez a dobradinha nos 50m peito. Etiene Medeiros, de 28, foi ao pódio pela terceira vez seguida nos 50m costas, o mesmo acontecendo com Bruno Fratus, 30, nos 50m livre. Assim como no Mundial de 2017, Marcelo Chierighini, 28, e Guilherme Guido, 32, foram finalistas em suas provas. Nos 200m borboleta, em seu quinto Mundial, Leonardo de Deus, aos 28, foi finalista.

O Brasil chegou a Gwangju com uma promissora geração. Breno Correia, 20 anos, Fernando Scheffer, 21, Vinicius Lanza, 22, Leonardo Santos, 24, Guilherme Costa, 20, Caio Pumputis, 20, Luiz Altamir, 23, e Pedro Spajari, 22. Destes, pode-se destacar Breno, finalista nos 100m livre, além de Scheffer, nono nos 200m livre. Os resultados da nova geração seguem aquém dos mais velhos.

Mas há uma prova que é a cara da nova geração da natação é o 4x200m livre. O time, campeão mundial em piscina curta em 2018, foi composto em Gwangju por Correia, Altamir, Scheffer e o veterano João de Lucca. O time bateu o recorde sul-americano nas eliminatórias, mas ficou em sétimo lugar, com uma piora de tempo dos quatro nadadores com relação às seletivas.

O time agora vai para os Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, último grande evento antes da seletiva olímpica, que será realizada em abril, no Rio de Janeiro. Para os Jogos de Tóquio, o time tentará apagar a campanha ruim deixada na Rio 2016, quando o país não conseguiu nenhuma medalha.

Fonte: Globo esporte


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